Foto - Divulgação/Boeing

No dia 11 de dezembro, nesta semana, teremos uma audiência do Comitê de Transporte e Infraestrutura da Câmara dos Deputados dos EUA, com a presença de Stephen Dickson, da FAA, para explicar sobre o processo de re-certificação do 737 MAX.

A audiência é intitulada: “O Boeing 737 MAX: Examinando a Supervisão da Certificação da Aeronave pela Administração Federal de Aviação”.

O que Dickson pode dizer ao Congresso permanece desconhecido, mas os analistas veem a audiência como uma oportunidade para Dickson aplacar legisladores céticos e prometer publicamente que a FAA garantirá a segurança do 737 MAX.

O analista aeroespacial do Teal Group, Richard Aboulafia, sugere que Dickson seguirá a mensagem pró-ativa e prospectiva que ele expôs desde que assumiu a FAA, em 12 de agosto.

Essa mensagem é que a FAA, e não a Boeing, agora está comandando a certificação, e que a FAA só certificará o MAX quando estiver absolutamente e convencida de que a aeronave está segura.

“Ele tem sido bom em dizer que a FAA se encarregou do processo de recertificação”, disse Aboulafia, acrescentando que essa mensagem pode ajudar a preparar o terreno para o retorno ao serviço do MAX

Michel Merluzeau, da consultoria aeroespacial AIR, vê a audiência como uma oportunidade para Dickson aumentar a credibilidade e a “confiança do projeto” de sua agência, afirmando “no registro” como a FAA gerenciará o retorno do Max ao voo.


Enquanto isso, os legisladores terão a oportunidade de obter garantias de Elwell.

Enquanto o Congresso poderia ter falado com Dickson em uma reunião a portas fechadas, Merluzeau vê a audiência pública como útil.

“O público precisa dessa auditoria”, diz ele.

A mensagem de Dickson difere do ex-administrador interino Dan Elwell, que dirigia a FAA até agosto.

Durante uma audiência anterior no Congresso, Elwell defendeu o trabalho de certificação da FAA, embora ele conceda que os pilotos de duas aeronaves acidentadas devam ter sido informados sobre a existência do sistema de aumento de características de manobra do 737 MAX (MCAS), que contribuiu para as duas colisões.

Elwell também insistiu que os pilotos, mesmo sem o conhecimento do MCAS, podem combater uma ativação do MCAS executando um procedimento que deveriam ter comprometido com a memória. A Boeing disse o mesmo.

Além disso, Elwell disse aos legisladores que a FAA precisaria de bilhões de dólares a mais em financiamento e milhares de funcionários a acabar com um programa frequentemente criticado pelo qual a FAA passa algum trabalho de certificação para os fabricantes.

 

Via – FlightGlobal

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