Diferente de alguns países, que optaram por emitir uma diretriz para cancelar temporariamente os voos com o Boeing 737 MAX, a China tomou uma atitude mais severa ao retirar a certificação de aeronavegabilidade da aeronave.

A certificação foi retirada no último dia 21 de março, e continua sendo uma das atitudes derivadas de toda a suspeita gerada sobre a segurança atual de voo do 737 MAX, após os dois acidentes em cinco meses.

Um documento interno foi emitido para as companhias aéreas que operam com o 737 MAX, e obtido pela revista financeira Caijing, que confirmou a informação.

Para o Boeing 737 MAX retomar as atividades na China, a aeronave precisará passar pela  avaliação da Administração de Aviação Civil da China (CAAC), mesmo que a esperada atualização de software seja aprovada pela FAA e implementada pela Boeing.

A equipe da CAAC deve analisar as mudanças, e realizar diversos testes em simulador e em voo. Por causa dessa forma de conduzir a atualização, as operações com o 737 MAX devem demorar de 1 a 2 meses para serem restabelecidas na China, a partir da aprovação da FAA.

Ao todo, três companhias chinesas operam cerca de 95 aviões da família 737 MAX, é a maior frota operada em somente um país.

 

Via – Reuters