Mísseis DF-17 durante um desfile militar na China.

Um homem chinês desertou para o Ocidente com ajuda do Reino Unido, levando segredos sobre armas hipersônicas. O desertor era ligado à estatal chinesa AVIC (Aviation Industry Corporation of China).

Descrito como um técnico de foguetes, o ex-cidadão chinês trabalhava junto à AVIC, onde ajudou a desenvolver um veículo hipersônico de médio alcance com um alcance de até 2.000 milhas, transportado pelo míssil balístico DF-17. 

Fontes dizem que o chinês, na casa dos 30 anos, está conectado a um sistema de lançamento de mísseis hipersônicos mais recente, capaz de  circundar o globo antes de descer do espaço e usar tecnologia de busca de calor para atingir qualquer alvo na Terra.

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Segundo o periódico britânico The Express, o homem decidiu fugir do país por ressentimento por ter sido preterido para promoção no seu local de trabalho, e não por insatisfação política.

Ele entrou em contato com um agente do MI6, o serviço de inteligência britânico, que estava em Hong Kong. Sabendo que enfrentaria um pelotão de fuzilamento se descoberto, ele exigiu asilo para ele, sua esposa e filho. O agente entrou em contato com Vauxhall Cross, o QG do MI6 em Londres, que enviou uma equipe de dois agentes e um especialista técnico para a China. Outros dois agentes da CIA também participaram. 

Antes que ele fosse levado para o Ocidente, os espiões fizeram “um jogo de gato e rato” com o técnico chinês, explica o The Express. “Foi durante esse processo que o técnico – um ávido fã de críquete que se acredita ter estudado na Inglaterra – começou a revelar detalhes selecionados sobre o mais recente desenvolvimento hipersônico da China.”

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Eventualmente, um plano foi elaborado em que ele e sua família viajariam para uma ex-colônia britânica usando uma rota especialmente desenvolvida. Uma vez lá, o cientista foi levado para um local seguro, onde foi interrogado pelos dois homens e uma mulher que compunham a equipe do MI6.

A deserção do especialista chinês é um valioso troféu pra o Ocidente, especialmente para os EUA, que correm contra o tempo para desenvolver suas armas hipersônicas. Enquanto China e Rússia já tem seus mísseis em serviço, os EUA tem enfrentado problemas para desenvolver o AGM-183 ARRW, que já falhou em três testes consecutivos. 

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