Boeing 787
Foto - United Airlines

Apesar de ter superado os problemas do 737 MAX, a Boeing agora aparenta estar enfrentando outro problema referente às entregas, trata-se do Boeing 787 Dreamliner.

Segundo informações do Portal Simple Flying, a pausa nas entregas do 787 no ano passado acabou interferindo nos planos de malha da American Airlines e United. Sendo assim, a Boeing está tendo de lidar com o pagamento de multas para ambas as companhias aéreas.

Com isso, tanto a United quanto a American Airlines esperavam contar com novas unidades do Boeing 787. Agora, as duas companhias estão buscando outras alternativas e refazer todo o planejamento de suas rotas de longo curso durante o verão nos Estados Unidos.

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A American Airlines está mais prejudicada pelo fato de ter aposentado as aeronaves dos modelos 767 e 757, o que significa que a sua frota estará comprometida com a alta demanda durante dos próximos meses, e assim, poderá inviabilizar a abertura de novas rotas.

Enquanto isso, a United está menos prejudicada, já que a companhia tem ao seu favor a sua larga frota do Boeing 777 (-200 e -300), logo, a companhia não enfrentará tantos problemas ao realocar aeronaves para rotas estratégicas para os próximos meses.

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Acerca dos atrasos, a fabricante norte-americana Boeing ainda enfrenta alguns problemas com seu moderno jato 787, e por isso, as entregas da Boeing foram severamente afetadas, resultando em inúmeros atrasos para o repasse das aeronaves aos operadores aéreos.

Em julho do ano passado, a FAA realizou uma inspeção obrigatória em algumas aeronaves 787 e encontrou um problema no nariz do avião. Mesmo que o problema não afete a segurança operacional do modelo, a FAA iniciou uma profunda investigação no processo de fabricação da aeronave.

Além dos problemas de fabricação do 787, a Boeing também está enfrentando problemas com os seus fornecedores de peças, o que pode gerar desconfiança na aquisição de novas aeronaves do modelo. 

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Uma investigação foi iniciada na Itália no final do ano passado com base nas acusações da fabricante norte-americana Boeing contra a Manufacturing Process Specification (MPS). A investigação surgiu após a fabricante acusar a MPS de fabricar e fornecer peças com defeitos para a linha de jatos 787.

Ao longo dos últimos cinco anos foram fabricadas mais de 4.000 peças com defeito para as aeronaves Boeing 787, segundo dados preliminares das investigações. Em um relatório visto pela Agência Reuters, diversas peças de titânio foram fabricadas erroneamente para 35 aeronaves 787.

Com informações: Simple Flying e Reuters

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