PC-9 Irlanda
Pilatus PC-9 do Corpo Aéreo Irlandês armado com metralhadoras .50 e foguetes de 70mm. Foto: IAC.

A Comissão das Forças de Defesa da Irlanda recomendou que o governo do país compre entre 12 e 24 novos aviões de caça para a defesa nacional. A recomendação faz parte de um relatório da Comissão divulgado pela mídia local na última quarta-feira (09), como uma resposta às crescentes ameaças da China, Rússia, grupos terroristas islâmicos e de extrema direita. 

De acordo com o jornal The Irish Examiner, dentre as três opções apresentadas pela Comissão, a terceira representa a maior e mais cara mudança nas forças armadas da Irlanda.

Seguindo esta recomendação, o governo teria que investir 3 bilhões de Euros anualmente para realizar um incremento significativo nas capacidades das forças armadas, o que inclui a compra de aeronaves de combate. Os caças seriam empregados em missões de defesa aérea, para combater sequestros de aeronaves e incursões hostis no espaço aéreo. 

Atualmente o Corpo Aéreo Irlandês (IAC) não possui nenhuma aeronave de alta performance. O braço aéreo das Forças de Defesa da Irlanda possui apenas oito turboélices Pilatus PC-9, que podem ser armados com metralhadoras calibre .50 BMG e foguetes de 70mm. Os especialistas sugerem que o corpo aéreo deve ter entre 12 e 24 caças a jato para proteger o espaço aéreo irlandês.

Caças Eurofighter Typhoon da RAF Foto: Eurofighter

Segundo o portal, a defesa aérea da Irlanda é realizada pelos caças Eurofighter Typhoon da Força Aérea Real Britânica, que operam “sob um acordo secreto” assinado entre os ministérios da defesa dois países, após os ataques terroristas de 11 de setembro de 2001. 

“A recente atividade naval russa em nossas costas, aliada ao aumento de ataques cibernéticos supostamente perpetrados por eles, além da crescente ameaça global dos militares chineses, são descritos no relatório como algumas das principais razões pelas quais temos para aumentar nossos gastos com defesa, como não podemos mais depender dos EUA e Reino Unido para nos proteger.”