Aeroporto Santos Dumont
Foto: Infraero/Reprodução

O deputado federal Jerônimo Goergen (PP-RS) apresentou recentemente um projeto de melhoria da segurança do Aeroporto Santos Dumont. 

Na Frente Parlamentar dos Aeronautas (FPAer) o deputado apresentou uma expansão da pista do local com o EMAS (Engineered Material Arresting System), o mesmo tipo de tecnologia que está sendo implementada no Aeroporto de Congonhas. A meta é viabilizar o investimento nessa solução durante a concessão do terminal.

Atualmente o projeto de concessão reserva uma área de aterramento futuro da Baía de Guanabara para a expansão da pista. A proposta do deputado Jerônimo é para evitar mais um aterramento na Baía de Guanabara, e também a possibilidade deste cair nas mãos da justiça, pela limitação de construção no local estabelecida pelo Iphan.

“Essa discussão se arrastaria por anos nos tribunais. Temos uma alternativa altamente eficaz que não agride o meio ambiente e confere maior segurança para as operações aeroportuárias. O EMAS garante a parada das aeronaves e salva vidas”, disse o presidente da FPAer.

É algo revolucionário para a segurança de voo no Brasil. Estamos criando uma área de escape construída com concreto celular feito à base de vidro reciclado. Esse material se deforma quando uma aeronave ultrapassa o limite final da pista e promove a sua desaceleração gradual e segura. Estamos oferecendo uma chance real para impedirmos tragédias como as que já ocorreram no passado”, completou o deputado Jerônimo Goergen.

Foto: FAB

Provavelmente o EMAS implementado no Santos Dumont pode ser semelhante ao mesmo existente no Aeroporto de Congonhas, inclusive com o comprimento de 75 metros de comprimento e 45 de largura.

O sistema EMAS (Engineered Materials Arrestor System) é feito de um material especial que favorece a frenagem de aeronaves em caso de saída de pistas, um dos acidentes que mais acontecem em todo o mundo.

Em 2016 citamos por aqui um caso, que ocorreu com um avião de campanha do Donald Trump, que utilizou o EMAS no Aeroporto La Guardia, em Nova York (imagem acima), provando a eficiência em parar o avião antes do mesmo sair da pavimentação asfáltica.

A pavimentação é feita com finalidade de se deformar e quebrar caso submetida ao peso de uma aeronave. Como resultado, o próprio pavimento cria uma resistência à rolagem no trem de pouso da aeronave, e paralisa a mesma sem que um acidente ocorra antes.

 

Com informações do Diário do Rio.

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