F-15DJ Japão JASDF Acidente
O F-15DJ de matrícula 32-8083 caiu no Mar do Japão no dia 31/01. Foto: @wakasugi2008 via @Defense_Talks

A Força Aérea de Autodefesa do Japão (JASDF, Koku-Jieitai) revelou na quinta-feira (02) que a desorientação espacial do piloto foi a principal causa do acidente fatal com um de seus caças F-15 Eagle em janeiro. 

O acidente do dia 31/01 com um F-15DJ, de matrícula 32-8083, vitimou o Coronel Koji Tanaka, 52, e o Capitão Ryusei Ueta, 33, cujos restos mortais foram encontrados duas semanas após a queda do avião.

De acordo com o relatório publicado pela JASDF, o caça estava curvando para a direita enquanto subia. A aeronave estava consideravelmente inclinada para a direita e seu nariz desceu gradualmente até iniciar uma descida rápida. O documento aponta que o piloto ainda tentou recuperar a aeronave dois segundos antes de colidir com o mar, mas já era muito tarde. 

Observando que o jato estava voando nas nuvens no momento, o relatório concluiu que o piloto provavelmente sofreu de “desorientação espacial”, um problema comum especialmente em voos sobre a água, onde o piloto não consegue discernir a atitude correta do avião. Em 2019, a JASDF apontou que esta foi a causa de outro acidente com um F-35A. 

O F-15 havia acabado de decolar da Base Aérea de Komatsu para realizar um treinamento, onde deveria localizar outra aeronave com seu próprio radar. Logo após a decolagem o piloto relatou que não conseguiu localizar o alvo fictício. O relatório diz que outra possibilidade é que o piloto estava muito focado no radar, algo comumente chamado de  Visão de Túnel. 

Em entrevista coletiva, o Comandante da JASDF, General Izutsu Shunji, afirmou que sua organização tomará medidas para evitar uma recorrência e estudará um sistema que detecta automaticamente qualquer posição anormal e alerta os pilotos. 

O F-15DJ e seus pilotos pertenciam ao Tactical Fighter Training Group (Hikoukyoudougun) a única unidade aggressor do Japão. O TFTG tem como missão o desenvolvimento de novas táticas e doutrinas de combate aéreo, além de representar aeronaves inimigas em treinamento. Por isso, é considerado um esquadrão de elite, composto apenas por aviadores com grande experiência. 

Os caças da unidade podem ser reconhecidos pelas pinturas coloridas aplicadas por cima do esquema cinza padrão. Era o caso do F-15DJ perdido no final de janeiro, que desde 2021 ostentava uma pintura de tigre.