Dívida com a Delta: Fitch e S&P alertam para “risco de calote” na GOL

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Aeronaves da GOL na área remota do Aeroporto de Congonhas.

O Fitch e S&P rebaixou a classificação de risco da GOL, para CCC, após notar que pode haver um maior risco de calote por parte da companhia.

De acordo com o Fitch, a GOL está com pouca liquidez e a poucos dias de pagar uma dívida de US$ 300 milhões com a Delta Airlines. Não há um risco iminente de recuperação judicial, e se esta for realizada, não será na justiça brasileira.

A GOL, no entanto, tenta correr contra o tempo para reestruturar suas dívidas de modo passivo, negociando com bancos outros mecanismos de liquidez. A companhia pensa até mesmo em emitir debêntures, para retirar um empréstimo no BNDES.

Já o BNDES, que prometeu emitir um auxílio de R$ 2 bilhões para as aéreas em abril, até o momento não finalizou a avaliação das empresas. Logo, o montante não deverá chegar tão cedo ao caixa da GOL, com tempo para pagar a dívida com a Delta.

Por outro lado, a GOL também tem a opção de renegociar esta dívida com a Delta. Se for pagar com a cotação do dólar deste momento, a GOL precisa desembolsar cerca de R$ 1,65 bilhão.

O caixa da empresa, ou a liquidez considerada pela companhia, foi de 3,3 bilhões de reais no final de junho. Com mais receita entrando, e a queima de caixa diminuindo, a GOL espera finalizar o 3º trimestre deste ano com uma liquidez de R$ 2,9 bilhões.

Contudo, esses valores não consideram o pagamento da dívida com a Delta, nem um possível empréstimo do BNDES.


 

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