Elon Musk revelou os próximos satélites Starlink, da empresa SpaceX, que serão lançados no próximo dia 14 ou 15 de maio, a partir de um foguete Falcon 9 da própria empresa.

Quando o projeto for finalizado pela SpaceX, em um prazo ainda não totalmente correto, a constelação terá 4425 satélites, e capacidade de interconexão entre eles. A expectativa é lançar o primeiro satélite operacional em 2019.

Recentemente esse projeto recebeu uma autorização oficial do Governo dos Estados Unidos, para ser lançado de forma comercial, após a SpaceX provar em fevereiro que a tecnologia funciona através de dois satélites experimentais.

A foto acima mostra 60 satélites, que são do formato microsat, empacotados em uma carga única, todos são de série e já adequados para a operação comercial do sistema, que utilizará a conhecida banda KU para a transmissão de dados.

Esse serviço já existe atualmente, através de satélites geoestacionários, a maioria de grande porte. A órbita desse satélite fica aproximadamente à 36 mil km. Por isso a internet via satélite atual é lenta, cara e pouco acessível, apesar da ampla cobertura.

A diferença é, quanto menor a altitude, menor o tempo para o sinal chegar no satélite e voltar até a Terra, onde está o servidor principal.

Mas o Microsat funciona em órbita baixa, e promete transferir até 1 Gb/s por satélite e com latência de 25 ms, algo bem similar às redes de fibra ótica que as operadoras oferecem na Terra.

O custo total é baixo, apenas 10 bilhões de dólares, incluindo os lançamentos. A empresa responsável por gerenciar o serviço de conexão será a Starlink, também fundada pelo Elon Musk.