Embraer E195-E2: ANAC solicita que pilotos não usem a potência máxima dos motores

E190-E2 durante o Farnborought Airshow. Foto - Aeroflap

A ANAC (Agência Nacional de Aviação Civil), emitiu um recomendação aos operadores do Embraer E195-E2, solicitando algumas alterações nos procedimentos de decolagem.

De acordo com a diretriz da ANAC, as recomendação são com base nos problemas enfrentados pelos motores Pratt & Whitney da série Pure Power, e que ocorreram com o PW1500G, do Airbus A220, e o PW1100G, do Airbus A320neo.

“As semelhanças no design de tipo tornam o [PW1900G] suscetível à mesma condição insegura”, disse a ANAC.

Na diretriz a ANAC solicita que os operações limitem a razão de subida das aeronaves E195-E2, e que os pilotos não utilizem a máxima capacidade de geração de empuxo do motor.

De acordo com a ANAC, as configurações de empuxo alto em alta altitude demonstraram ser um “colaborador” dos incidentes com o A220.

Os operadores do E2 estão sendo instruídos a modificar os procedimentos de voo, dentro de 30 dias, para limitar a configuração de empuxo dos motores a 96% do N1 acima de 33000 pés.

“Este novo limite operacional é apenas aplicável a operações normais”, afirma a revisão processual. “Durante condições operacionais de emergência ou anormais [esta] limitação não é aplicável.”


Os E195-E2 são alimentados pelos motores PW1900G, com um design semelhante ao PW1500G, dos Airbus A220, antigo CSeries da Bombardier.

A ANAC disse que a diretriz é uma ação provisória, e que a investigação das falhas do motor pode resultar em mais instruções obrigatórias.

 

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