A Boeing retomou o padrão das entregas do Boeing 737 em agosto, de acordo com os novos dados estatísticos do mês, depois de sofrer um problema com os fornecedores, que atrasaram a entrega de peças para a montagem das aeronaves.

Em agosto a Boeing entregou 48 aviões da família 737, incluindo a nova linha MAX, em comparação, no mês de julho a Boeing entregou apenas 29 aviões da mesma família.

Apesar disso a Boeing ainda sente um acúmulo de aeronaves inacabadas em Renton (WA), como resultado dos gargalos anteriores de produção que forçaram a interrupção da fabricação de alguns aviões.

“Nossa equipe fez um bom progresso em agosto e estamos focados em recuperar totalmente o cronograma de entrega até o final do ano”, disse Paul Bergman, porta-voz da Boeing.

Foto – Boeing/Reprodução

A Boeing atribui grande parte do impasse à fabricante de fuselagens, Spirit AeroSystems, localizada em Wichita (Kansas), e ao atraso nas entregas dos motores da CFM International, única opção de propulsão para o Boeing 737 NG e MAX.

Como forma de contornar o problema, a Boeing já colocou 600 funcionários extras em Renton, e enviou engenheiros de produção para ajudar os fornecedores. Outra medida da fabricante foi a contratação de trabalhadores que já estão aposentados, com bônus mensal de US$ 500 agregados ao salário base de cada função.

Os problemas em Renton provavelmente vão afetar os resultados financeiros da Boeing no terceiro trimestre, assim como afetaram levemente no segundo, como resultado dos problemas que já ocorreram em junho.

A parte boa é que a Boeing espera atingir a meta de entregar 52 aeronaves por mês ainda em 2018, como reflexo do atraso, que vai forçar a entrega dos aviões inacabados para as companhias aéreas.