F-5EM taxiando na Base Aérea de Canoas - Ala 3.

Na tarde de ontem (31), um caça F-5EM Tiger II do 1º Grupo de Aviação de Caça (1º GAvCa) da Força Aérea Brasileira acabou saindo da pista da Ala 12 (Base Aérea de Santa Cruz, RJ) enquanto pousava ao retornar de uma missão de treinamento. 

Questionado pelo portal Assuntos Militares, o Centro de Comunicação Social da FAB emitiu uma nota. 

“Na tarde desta segunda-feira (31/05), uma aeronave F-5M do Primeiro Grupo de Aviação de Caça (1º GAVCA), localizado no Rio de Janeiro (RJ), saiu da pista pela lateral após o pouso na Base Aérea de Santa Cruz – Ala 12, quando retornava de um voo de treinamento.

O piloto teve lesões leves e foi prontamente atendido pela equipe de solo. A aeronave sofreu danos e a ocorrência será investigada pelo Comando da Aeronáutica.

Atenciosamente,

ASSESSORIA DE IMPRENSA
Centro de Comunicação Social da Aeronáutica”

Caça F-5EM sobre Brasília. Foto: Cabo V. Santos

Esse é o terceiro incidente com um F-5 da Aeronáutica em Santa Cruz, sendo os dois anteriores com aeronaves F-5FM, de dois lugares, usadas principalmente na formação de novos pilotos do modelo. Como aponta o Cavok Brasil, o F-5FM matrícula FAB 4806 foi perdido em 5 de julho de 2016. Em 24 de maio de 2018 foi a vez do FAB 4811.

O 4806 foi adquirido no segundo lote de caças F-5 adquirido pela Força Aérea em 1989. As 26 aeronaves vieram usadas da Força Aérea Americana, que empregava os aviões em unidades treinamento de combate aéreo dissimilar (aggressor). 

Já o 4811 foi adquirido no terceiro lote de aeronaves, também usadas, mas desta vez da Força Aérea Real Jordaniana. Das 11 aeronaves compradas em setembro de 2007, apenas três passaram pelo processo de modernização, justamente os F-5F bipostos. Os oito F-5E, de um lugar, ficaram no PAMA-SP.

Caças F-5EM no pátio da Base Aérea de Santa Cruz, em 2018. Foto: Sargento Johnson Barros/FAB.

De acordo com o livro Northrop F-5 no Brasil, quatro dos F-5E jordanianos estão preservados, um serviu foi canibalizado e os outros três seguem no PAMA. Recentemente, suas fuselagens foram oferecidas em leilão. 

A FAB opera o F-5 Tiger II desde a década de 1970. Os caças começaram a ser modernizados pela Embraer e Aeroeletrônica (atual AEL Sistemas) a partir de 2001, com o processo encerrando-se em 2020 com a entrega do F-5FM FAB 4810, também ex-Jordânia. 

O caça é operado em Canoas, RS, pelo Esquadrão Pampa (1º/14º GAv); Anápolis, GO, pelo Esquadrão Jaguar (1º GDA); no Rio de Janeiro, RJ, pelos Esquadrões Jambock (1º/1º GAvCa) e Pif-Paf (2º/1º GAvCa) e Manaus, AM, pelo Esquadrão Pacau (1º/4º GAv).