Boeing 787
Foto: Boeing

A Administração Federal de Aviação dos EUA (FAA) autorizou nesta última sexta-feira (29/07) a retomada das entregas do 787 Dreamliner pela Boeing, após um período de 21 meses devido aos problemas encontrados na fabricação do avião.

A FAA ainda inspecionará os aviões antes de serem entregues aos clientes da Boeing, e cada avião já produzido depende de uma autorização adicional, de acordo com uma fonte que compartilhou a informação com o The New York Times.

Com a produção limitada desde 2020, a Boeing tem cerca de 120 unidades do 787 estocadas em suas várias unidades nos Estados Unidos. Boa parte desses aviões já estão reparados, e aguardam apenas uma inspeção mais rigorosa e a autorização de entrega.

A agência não divulgou oficialmente, ainda, que autorizou a retomada das entregas do Boeing 787 Dreamliner. A informação foi compartilhada apenas por fontes internas da FAA.

“Estamos prestes a retornar ao processo de entrega [787]”, disse o CEO David Calhoun em 27 de julho. “Estamos trabalhando em estreita colaboração com nossos clientes e o regulador nessas etapas finais.”

“O número de documentos, o número de análises, o número de aprovações progrediram em um ritmo bastante rápido… em direção ao fechamento”, responde Calhoun.

A American Airlines lista que deve receber em agosto dois aviões 787 na sua frota, e não mudou o cronograma nos últimos dados apresentados, neste mês. 

A retomada das entregas, junto com uma taxa maior de produção do 737 MAX, pode colocar a fabricante norte-americana novamente no caminho dos altos lucros.

A Boeing está produzindo o 787 Dreamliner a uma taxa muito baixa e continuará a fazê-lo até que as entregas sejam retomadas, com um retorno gradual esperado para cinco unidades por mês ao longo do tempo.

A empresa ainda prevê custos anormais para o 787 de aproximadamente US$ 2 bilhões, com a maioria incorrida até o final de 2023, incluindo US$ 283 milhões registrados no trimestre.