A FAB apresentou por meio de uma coletiva de imprensa, ontem dia 12/11 os planos estratégicos para a XI Cúpula do BRICS que acontece hoje e amanhã na capital federal.O BRICS reúne as seguintes nações Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul. Durante o encontro os líderes de ambas nações debatem vários temas, dentre eles segurança.

 

Presidentes representantes do BRICS- Foto Presidência da República

Por reunir algumas autoridades muito visadas como o presidente russo Vladimir Putin e o chinês, XI Jinping a segurança é desses e das demais autoridades e prioridade e a FAB terá grande participação nisso empregando a Defesa Aérea.

Durante a coletiva de imprensa para jornalistas, o Major Brigadeiro Mangrich responsável pelo COMAE (Comando de Operações Aeroespaciais), disse que durante os dois dias de evento irão existir áreas de segurança. Ao todo serão três áreas, a branca, a amarela e a vermelha, algo parecido com o que foi feito no dia 1º de Janeiro na posse do Presidente Jair Bolsonaro.

Na área vermelha, que compreende um raio de 4 Milhas Náuticas (7,4 km), será posicionada a defesa antiaérea e o sobrevoo será proibido.

Já na área amarela cobre um raio de 25 Milhas Náuticas (46,3 km)abrangendo, inclusive, o Aeroporto Internacional de Brasília, é considerada restrita. Para sobrevoá-la, é preciso coordenar autorizações junto à FAB, independentemente de as aeronaves estarem envolvidas em atividades operacionais relacionadas ao evento.

Arte/Infográfico- FAB

Por fim a branca, é considerada reservada, abrange um raio de 70 Milhas Náuticas (129,6 km). Para sobrevoá-la não é necessário requerer autorização, mas a apresentação do plano de voo é obrigatória. O uso de drones está proibido durante a operação. Em relação ao tráfego de aeronaves no Aeroporto da capital federal, todos os voos operarão normalmente.

Como dito as áreas vermelhas e amarelas requer um grande controle da FAB que deixará em pontos estratégicos defesa antiaérea (área vermelha), bem como aeronaves de alta performance como os F-5EM que estão de pronto alerta, podendo estar em voo ou na ALA 2 , em Anápolis-GO podendo chegar o mais rápido possível a capital federal.


F-5EM Jaguar

O bem estar das autoridades é o valor máximo e se qualquer aeronave que “invadir uma área estrita e passar por todas as fases de defesa aérea, ela será engajada”, comenta o Maj. Brigadeiro Mangrich.

Brasília é uma grande cidade e toda grande cidade existem casos de aeronaves que cumprem o papel de segurança pública, como os helicópteros de resgate do Corpo de Bombeiros que podem ser acionadas para uma missão de resgate. Questionado por nossa equipe a respeito destas aeronave e dos voos, o Maj. Brigadeiro Mangrich, disse que estas específicas poderão fazer voos para tais missões, com tudo tanto a equipe da FAB que está coordenado os voos, quanto as equipes de resgate, por exemplo dos bombeiros, irão atuar juntas e tudo a respeito da missão será repassado a FAB e checado.

A FAB tem uma sala especializada no controle de Defesa Aérea, que pode identificar qualquer aeronave que esteja voando pelo espaço aéreo brasileiro e engajar o E-99 (avião-radar), para auxiliar o trabalho ou até mesmo a caças de alta performance. Na bancada do COAME existem setores específicos para cada tipo de voo e missão, o que facilitar o trabalho dos militares e o deixa mais preciso.

Tela de monitoramento nacional da Defesa Aérea
Centro da FAB destinado as operações aeroespaciais, o COMAE

Fonte de apoio: FAB/ Edição e produção: Aeroflap