Lufthansa Boeing 747-8 Alemanha
Foto: Lufthansa

Produzido desde 1968, o Boeing 747 é um ícone da aviação mundial. Em mais de 50 anos mais de 1550 aviões em várias versões foram produzidos pela fabricante norte-americana, no entanto, o final da fabricação está próximo.

A Boeing tem apenas cinco unidades restantes para fabricar, a uma taxa de um avião saindo da linha de montagem a cada dois meses. Todas as entregas restantes (e garantidas) são para a UPS, que encomendou o modelo 747-8F, de transporte de cargas.

Com este ritmo de produção a Boeing pode fechar em 2022 o local de fabricação do Boeing 747 em Everett, a maior instalação do setor aeroespacial no mundo. O local foi construído na década de 1960 ao custo de bilhões de dólares especialmente para receber a produção do 747.

Fábrica da Boeing em Everett. Foto – Boeing

Em contrapartida, a Boeing planeja utilizar o local para concentrar toda a fabricação das suas aeronaves, fechando a sua produção de aviões do tipo narrowbody em Renton (WA) ao final da vida do 737 MAX. A produção do 787 Dreamliner, por exemplo, está totalmente concentrada em North Charleston, para liberar espaço em Everett.

A Triumph Group, maior fornecedora de componentes do programa 747 há anos, já declarou há dois anos que estava fabricando os últimos componentes para o Jumbo da Boeing. Pouco tempo depois a fabricante norte-americana infelizmente anunciou o encerramento definitivo do programa 747, e não é possível realizar encomendas para a aeronave, por mais bilionário que seja o “novo dono”.

O Triumph Group produziu todas as fuselagens das aeronaves 747 da Boeing desde o lançamento. De fato, a produção no local de Hawthorne começou em 1966, depois que a Pan American World Airways fez o primeiro pedido do jumbo.

Boeing 747 Produção
Foto: Boeing/Divulgação

O último 747-8 fabricado e entregue pela Boeing deverá ser uma unidade do Air Force One, de transporte presidencial do Governo dos EUA, que encomendou duas aeronaves 747-8i com várias modificações. Estes já foram fabricados anteriormente, e só estão passando por adaptações para transformar os aviões civis nos novos Air Force One.

A última versão do Boeing 747 foi lançada na primeira década deste século, com tecnologias do Boeing 787 Dreamliner, como os motores GEnx mais econômicos, e as asas com pontas “raked wingtip”. Apesar de todo o esforço para manter o 747 atual, menos de 50 unidades de transporte de passageiros foram vendidas, e esta versão tem menos de 150 encomendas.

Boeing 747 Cargolux
Versão cargueira fez sucesso pela sua capacidade de abrir o compartimento de carga pelo nariz, ao contrário de outras aeronaves como o 777F e A330F.

Sheila Kahyaoglu, analista do Jeffries Financial Group, disse à Bloomberg que a Boeing perdeu cerca de US$ 40 milhões em cada 747-8 vendido desde 2016. 

No Brasil o Boeing 747 já operou pelas asas da Varig. E no mundo há aviões com 40 anos ainda em atividade, provando a confiabilidade e resistência dessa bela aeronave.

 

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