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Foto - Air France

A fim de reduzir emissões de carbono, legisladores da França aprovaram na noite de sábado (10) a proibição de voos domésticos comerciais em rotas que podem ser percorridas por trem em menos de duas horas e meia. 

A medida, que vem na mesma hora em que as companhias aéreas sofrem em meio a pandemia de COVID-19, é parte de um projeto de lei climático mais amplo que visa cortar as emissões de carbono da França em 40% em 2030 em relação aos níveis de 1990, apesar dos ativistas acusarem o presidente Emmanuel Macron de diluir as promessas anteriores no projeto de lei.

A votação veio dias depois que o estado disse que contribuiria para uma recapitalização de 4 bilhões de euros (US$ 4,76 bilhões) da Air France, mais do que dobrando sua participação na companhia, para sustentar suas finanças após mais de um ano de restrições às viagens do COVID-19.

De acordo com a Reuters, a ministra da Indústria, Agnes Pannier-Runacher, rejeitou as críticas da indústria da aviação de que uma recuperação da pandemia não era o momento de proibir alguns voos domésticos e disse que não havia contradição entre o resgate e a lei do clima.

“Sabemos que a aviação contribui com dióxido de carbono e que, devido às mudanças climáticas, devemos reduzir as emissões”, disse ela à rádio Europe 1. “Da mesma forma, devemos apoiar nossas empresas e não deixá-las cair no esquecimento.”

O tráfego aéreo pode não retornar aos níveis anteriores à crise antes de 2024, prevêem analistas da McKinsey.

Alguns ativistas ambientais disseram que o projeto não vai longe o suficiente. Um fórum de cidadãos sobre o clima, estabelecido por Macron para ajudar a moldar a política climática, pediu o cancelamento de voos em rotas onde a viagem de trem dura menos de 4 horas.

A votação de sábado à noite na Assembleia Nacional foi a primeira. O projeto vai para o Senado antes de uma terceira e última votação na câmara baixa, onde o partido no poder de Macron e seus aliados dominam.