A GE Aviation declarou que iniciou conversas com a Airbus para uma versão do A350 equipada com motores GEnx, que equipa especificamente o Boeing 787.

De acordo com a GE, ela precisaria desenvolver uma nova versão do GEnx, capaz de alimentar o A350 que necessita de um empuxo superior em comparação com as aeronaves da família Boeing 787 Dreamliner.

As duas empresas já conversaram antes sobre esse assunto, quando o projeto do A350 ainda estava no início, em 2005/2006, porém as exigências da Airbus combinado com o atraso no desenvolvimento fizeram a GE desistir da ideia de desenvolver um motor GEnx especificamente para o A350.

Agora a GE Aviation promete que seu novo motor GEnx, baseado em uma atualização do já existente GEnx, pode proporcionar que a Airbus crie uma nova versão do A350 na próxima década, com motores mais econômicos.

O desenvolvimento do novo motor poderia durar de 5 a 7 anos, dependendo da complexidade, visto que a GE precisará fazer atualizações de design e também de materiais, introduzindo novos componentes, ainda mais leves, e um design com maior eficiência na queima de combustível.

Motor GE GEnx na asa de um Boeing 787.

O foco é introduzir uma versão remotorizada entre 2025 e 2027, cerca de 12 anos após o Airbus A350 cumprir seu primeiro voo com motores Rolls-Royce Trent XWB, uma versão derivada e com alterações do Trent 1000 do Boeing 787.

Um dos requisitos do Airbus A350 é o sistema de sangria de ar do motor (Blend Air), inexistente no projeto do Boeing 787 que utiliza um sistema totalmente elétrico (inclusive de partida dos motores).


No GEnx do Airbus A350 terá um sistema de sangria de ar para alimentar o sistema anti-gelo e de ar-condicionado, além da pressurização. Esse sistema é semelhante ao motor GEnx-2B, que equipa o Boeing 747-8i/F, dessa forma, temos uma tecnologia em comum entre os motores.

A Airbus não descarta fazer alterações no Airbus A350 para sistemas mais modernos, como o existente no 787, que disponibiliza um maior empuxo para o motor. Mas alterações deste tipo, além da troca do motor, exigem um novo processo de certificação que pode durar mais de 12 meses.