GOL

A GOL Linhas Aéreas Inteligentes, anunciou hoje o resultado consolidado do terceiro trimestre de 2021 (3T21), detalhando também suas iniciativas contínuas em resposta à pandemia de Covid-19.

Todas as informações são apresentadas em Reais (R﹩), de acordo com as normas internacionais de contabilidade (IFRS) e com métricas ajustadas e estão disponibilizadas para possibilitar a comparabilidade nesse trimestre com o mesmo período do ano anterior. Tais indicadores ajustados excluem os gastos relacionados ao percentual da frota não operacional que a GOL manteve em solo nesse período, e estão detalhados na tabela da seção “despesas operacionais”. As comparações são em relação ao terceiro trimestre de 2020 (3T20), exceto quando especificadas de outra forma.

Durante o 3T21, a GOL alcançou diversos marcos significativos que posicionam a Companhia para o retorno da demanda por viagens aéreas no Brasil e no exterior.

Recuperação contínua da demanda: As decolagens da GOL cresceram 87,3% no terceiro trimestre, atingindo 53% dos níveis pré-pandêmicos em 2019. Isso foi possibilitado pelo aumento da taxa de vacinação. No 3T21, o Brasil atingiu o 4º lugar entre todos os países com mais vacinas administradas contra Covid-19, com aproximadamente 56% da população já totalmente vacinada.

Em resposta ao crescimento na demanda, a GOL está expandindo sua malha aérea, retomando os destinos regionais e atendendo novos mercados com grande potencial de turismo doméstico, como a nova rota de Congonhas (SP) para Bonito (MS) a partir de dezembro.

Em novembro, a GOL retomará os voos para Montevidéu, Cancún e Punta Cana, e os voos para Buenos Aires, em dezembro. Por meio da parceria ampliada com a Avianca, a GOL agora oferece oito novos destinos internacionais em sua malha por meio de Acordo de Interline: Aruba (AUA), Guatemala (GUA), Guayaquil (GYE), Quito (UIO), San José (SJO), San Juan (SJU), San Salvador (SAL) e Santo Domingo (SDQ).

Aceleração da transição para uma frota 737 MAX: A GOL acelerou a transformação de sua frota ao firmar acordos para 28 aeronaves adicionais Boeing 737 MAX-8, que substituirão 23 B 737-800 NGs até o final de 2022. Isso reduzirá os custos unitários da Companhia em 8% em 2022. Atualmente a frota da GOL consiste em 129 aeronaves Boeing 737 sendo 91 737-800s, 23 737-700s e 15 aeronaves MAX-8. Pelos novos contratos, a Companhia encerrará 2021 com 28 aeronaves 737 MAX-8 (20% da frota total). Ao final de 2022, a GOL espera ter 44 aeronaves 737 MAX-8 (32% da frota total). Com os compromissos atuais de compra, a Companhia cumprirá sua meta de possuir 75% de sua frota em aeronaves 737 MAX até 2030.

O 737 MAX é um componente-chave para a meta da Companhia de atingir a neutralidade de carbono até 2050, dado que esse modelo é 15% mais econômico no consumo de combustível, gera 16% menos emissões de carbono, possui maior autonomia de voo e é 40% mais silencioso em relação ao 737-800 NG.

Incorporação da Smiles: Com a conclusão da incorporação de Smiles na GLA, diversas sinergias operacionais e financeiras serão capturadas, bem como novas oportunidades de geração de receita que se tornarão ainda mais significativas durante a fase de recuperação do mercado de transporte aéreo para viajantes a lazer e a negócios.

A conclusão da incorporação societária da Smiles, concluída em setembro/2021, permitiu que a Companhia acessasse mais de R﹩500 milhões de liquidez proveniente da geração de caixa operacional e recebíveis da Smiles com crescimento no volume de operações, beneficiando o programa de fidelidade pelo acesso ao maior inventário de assentos para resgate de milhas e eliminando, também, as ineficiências tributárias.

No terceiro trimestre, os resultados do programa de milhagem da Companhia apresentaram maior atividade no mercado doméstico, com faturamento de R﹩624,2 milhões, 38,6% maior comparando-se com o 3T20 e apenas 1,5% menor em relação ao 3T19. O resgate de Milhas foi de 29 bilhões, 73,6% maior comparando-se com o 3T20 e 10,7% maior que o 3T19. A receita do resgate de Milhas foi de R﹩637,7 milhões, 65,8% maior em relação ao mesmo período no ano anterior, e maior em 7,0% em relação ao 3T19.

O saldo de receita diferida foi de R﹩2,1 bilhões no trimestre, aumento de 1,1% em relação ao 3T20 e de 25,4% quando comparado com o 3T19.

Programa de gestão de passivos: Esse programa foi executado ao longo dos últimos cinco anos para fortalecer o balanço patrimonial da GOL. A Companhia demonstrou a contínua disciplina neste trimestre com o exitoso lançamento de um Retap notes sênior garantidas no valor total de US﹩150 milhões, com juros de 8,0% ao ano e vencimento em 2026. A Moody’s atribuiu às notas uma classificação de B2. Os recursos da oferta serão usados para propósitos corporativos gerais, incluindo investimentos em Capex e capital de giro.

Em outubro, a Companhia refinanciou a sua exposição de dívida bancária de curto prazo no montante de R﹩1,2 bilhão, por meio da extensão da 7ª Série de Debêntures e da emissão de uma nova 8ª Série de Debêntures Simples Não-Conversíveis. Esse refinanciamento permitiu o retorno da Companhia ao seu menor endividamento de curto prazo desde o ano de 2014 (cerca de R﹩0,5 bilhão ao final do 3T21).

O programa de gestão de passivos da Companhia tem melhorado as métricas de crédito da GOL e permite à administração focar na redução de custos e no aumento das eficiências operacionais.

Como resultado das iniciativas de fortalecimento do balanço patrimonial, a Fitch aumentou a nota de crédito da GOL para B-.

Além disso, no 3T21 a Companhia amortizou cerca de R﹩518 milhões de dívidas. O vencimento médio da dívida de longo prazo da GOL, excluindo arrendamento de aeronaves e títulos perpétuos, é de aproximadamente 3,4 anos, com as principais obrigações já atendidas no fluxo de caixa da GOL. O próximo vencimento material de endividamento da GOL somente ocorrerá em julho/2024.

A relação dívida líquida (excluindo Exchangeable Notes e bônus perpétuos) sobre o EBITDA UDM ajustado foi de 9,7x em 30 de setembro de 2021, representando a menor alavancagem financeira entre os pares. Considerando os valores financiáveis de depósitos e ativos não onerados, as fontes potenciais de liquidez da Companhia resultaram em aproximadamente R﹩6,1 bilhões de liquidez acessível.

Sumário dos Resultados do 3T21

• O número de Passageiro-Quilômetro Transportado Pago (RPK) aumentou 87,5% comparativamente ao 3T20, totalizando 5,9 bilhões (-46,6% vs. 3T19);

• O Assento Quilômetro Ofertado (ASK) aumentou 82,4% em relação ao 3T20 (-45,7% vs. 3T19);

• A GOL transportou 4,9 milhões de Clientes no trimestre, um aumento de 91,7% versus o 3T20 (-48,5% vs. 3T19);

• A receita líquida foi de cerca de R﹩1,9 bilhão, um aumento de 96,4% em relação ao 3T20 (-49,5% vs. 3T19). As outras receitas (principalmente cargas e fidelidade) totalizaram R﹩147 milhões, equivalente a 8% das receitas totais;

• A Receita Líquida por Assento Quilômetro Ofertado (RASK) foi de 26,31 centavos (R﹩), aumento de 7,7% em relação ao 3T20. A Receita de Passageiros Líquida por Assento Quilômetro Ofertado (PRASK) foi 24,28 centavos (R﹩), aumento de 10,3% em relação ao 3T20;

• O Custo por Assento Quilômetro Ofertado (CASK) foi de 36,64 centavos (R﹩), 15,9% menor em comparação ao mesmo período do ano anterior. Os custos incorridos estritamente relacionados aos voos operados (CASK ajustado) corresponderam a 21,66 centavos (R﹩), um aumento de 6,3%.

• O EBIT ajustado foi de 338,1 milhões, correspondendo a uma margem de 17,7%, o que demonstra o restabelecimento das margens operacionais necessárias para suportar o crescimento da operação. O EBITDA ajustado atingiu 464,7 milhões, com margem de 24,3% evidenciando os bem-sucedidos esforços de sustentabilidade, com equilíbrio entre oferta e demanda;

• O prejuízo líquido após participação de minoritários foi de R﹩ 0,9 bilhão, excluindo variações cambiais e monetárias, despesas líquidas não recorrentes, ganhos relacionados a Exchangeable Notes e resultados não realizados de capped calls;

• Yield médio por passageiro de 29,8 centavos (R﹩), aumento de 7,3% em comparação ao 3T20, principalmente em função da otimização dos assentos ofertado e com potencial de contínua melhoria com a retomada dos passageiros corporativos no 4T21; s;

• Taxa de ocupação média de 81,5%, um aumento de 2,2 p.p. em relação ao 3T20, principalmente em decorrência da prudente gestão de oferta, adicionando capacidade em equilíbrio com os sinais da demanda e as ferramentas de data analytics proprietária da GOL;

• Utilização de aeronaves de 10,2 horas/dia, uma evolução de 52,2% em relação ao 3T20, consistente com a estratégia da Companhia de adicionar capacidade conforme os sinais da demanda;

• Pontualidade de 96%, uma redução de 1,0 p.p. em comparação com o 3T20, de acordo com a Infraero e dados fornecidos pelos principais aeroportos; e

• Geração de Caixa Operacional de BRL 2 MM/dia, incluindo entradas e saídas operacionais, pagamentos de arrendamento e serviço de dívida de capital de giro. Ao final do trimestre, incluindo os valores financiáveis de depósitos e ativos não onerados, as fontes potenciais de liquidez da Companhia eram de aproximadamente R﹩6,1 bilhões de liquidez acessível.

Comentários da Administração sobre os Resultados

Vendas: As vendas brutas consolidadas atingiram aproximadamente R﹩2,5 bilhões no 3T21. As vendas médias diárias da GOL foram de R﹩27,6 milhões, as quais representam cerca de 66% dos níveis de venda pré-pandemiae 148% acima do 3T20. Durante o trimestre, o processo de migração do PSS (Passenger Service System) da Companhia para um novo sistema da Sabre impactou em uma redução temporária na oferta de voos e as vendas da GOL em aproximadamente 5% no trimestre, conforme previsto no plano de transição.

Experiência do Cliente: O Jeito GOL de Servir foi homenageado com o Prêmio ClienteSA. Esse prêmio reconhece, identifica e promove as melhores práticas pelas empresas líderes na qualidade do serviço oferecido ao Cliente, em toda a América Latina.

Para reforçar ainda mais seu compromisso com o Serviço, em setembro a GOL completou sua bem-sucedida migração para o Sistema de Atendimento ao Passageiro (PSS) Sabre.

Expansão do acordo de cooperação comercial com a American Airlines: Em setembro, a GOL assinou uma carta de intenções para expandir sua cooperação comercial por meio de um acordo de codeshare exclusivo com a American Airlines. A parceria terá duração de três anos e o seu escopo supera os termos do contrato anterior.

Em vigor desde fevereiro de 2020, o codeshare existente já representava a maior malha aérea das Américas, permitindo que os Clientes da Companhia se conectem convenientemente a mais de 30 destinos nos Estados Unidos. Os voos da parceria atualmente operam nos hubs da GOL em São Paulo (GRU) e no Rio de Janeiro (GIG), integrando 34 opções de rotas brasileiras e internacionais, como é o caso de Montevidéu, no Uruguai.

Como parte do acordo, a American concordou em investir US﹩200 milhões em 22,2 milhões de ações preferenciais recém-emitidas da GOL em um aumento de capital, passando a deter uma participação de 5,2% na Companhia. A conclusão da parceria expandida e o investimento de capital estão sujeitos às condições de fechamento, incluindo a assinatura e entrega da documentação definitiva.

Leasing: Durante o terceiro trimestre, a GOL manteve a flexibilidade em seus contratos de pagamentos mensais variáveis. Os acordos firmados com seus arrendadores permitem a extensão no prazo dos diferimentos de forma a serem ajustados proporcionalmente à recuperação da capacidade durante 2021, resultando em um menor volume de pagamentos. A gestão eficiente dos contratos de arrendamento permitiu que a Companhia registrasse o menor endividamento de frota em relação a seus pares locais.

Manutenção de aeronaves: Em setembro, a Companhia comemorou 15 anos da GOL Aerotech, o maior centro de manutenção de aeronaves da América Latina, localizado em Confins (MG). A GOL Aerotech está habilitada a realizar serviços de manutenção para empresas aéreas ou terceiros que possuem aeronaves da família Boeing 737 Next Generation, 737 Classic, 737 MAX e Boeing 767. Ela está certificada por reguladores nacionais e internacionais como ANAC (Agência Nacional de Aviação Civil), FAA (Federal Aviation Administration, Estados Unidos) e EASA (Agência de Segurança Aérea da União Europeia).

Gestão de Passivos: Com o Retap da emissão de notes sênior garantidas com vencimento em 2026 no valor total de US﹩150 milhões, e o refinanciamento de R﹩1,2 bilhão de dívida bancária, a GOL conclui, com o reperfilamento de mais de R﹩3,3 bilhões de vencimentos no curto prazo. Quando desconsiderado os efeitos da variação cambial decorrente da desvalorização da moeda Real, a GOL figura como a única empresa aérea entre seus pares a manter o mesmo nível de dívida bruta (incluindo passivos financeiros e de arrendamento) e um saldo estável de passivos operacionais (fornecedores a pagar e provisões) quando comparado ao dados pré-pandemia.

Sustentabilidade: A Companhia investe em diversas iniciativas para amenizar seu impacto ambiental. A GOL foi a primeira empresa aérea da América Latina a estabelecer o compromisso de neutralizar suas emissões de carbono até 2050, por meio da utilização de alternativas sustentáveis de combustível de aviação, ou SAFs (Sustainable Aviation Fuels) e por melhorias operacionais e técnicas que reduzem as emissões de GEE (Gases de Efeito Estufa), alinhado às diretrizes da IATA e do Esquema de Compensação e Redução de Carbono para Aviação Internacional (CORSIA).

A GOL obteve pontuação máxima no ranking de “Melhores e Maiores” da revista Exame em 2021 nas métricas de práticas ambientais, sociais e de responsabilidade corporativa, por ter se destacado em relação às concorrentes do setor de Transporte, Logística e Serviços Logísticos em todos os critérios de análise.

Seguindo a Política de Sustentabilidade da Companhia, no dia 1º de setembro deste ano a GOL fez o primeiro voo da primeira rota carbono neutro do Brasil, e o destino escolhido foi Fernando de Noronha, partindo de Recife. Essa iniciativa nasceu da nossa parceria com a MOSS Earth, que passa a doar aos Clientes da Companhia a compensação carbônica de suas viagens a Fernando Noronha, neutralizando as emissões totais de carbono tanto no trecho de ida quanto no de volta.

A Companhia também assinou um protocolo de intenções não-vinculante com a Avolon para aquisição e/ou arrendamento de 250 aeronaves elétricas de decolagem e pouso vertical (eVTOL1) da Vertical Aerospace. Assumindo que a aeronave seja certificada no Brasil e que as suas entregas aconteçam com sucesso, a Companhia espera iniciar operações com uma nova e adicional malha aérea brasileira usando eVTOLs em meados de 2025.

Desenvolvimentos Recentes e Considerações da GOL para o 4T21

Para 2022, o crescimento tende a ser beneficiado por três fatores: (a) a continuação da recuperação do mercado de trabalho e do setor de serviços; (b) o desempenho de setores menos ligados ao ciclo de negócios, como agropecuária e indústria extrativa; e (c) os resquícios do processo de normalização da economia conforme a crise sanitária arrefece.

Demanda por viagens: A GOL prevê que a retomada por viagens seguirá em aceleração durante a alta temporada de verão, juntamente com o retorno dos voos internacionais. Dessa forma, a GOL estima que a demanda para o 4T21 seja 26% maior em relação ao 4T20 e 33% maior quando comparado ao 3T21.

Capacidade: A GOL seguirá adotando uma postura conservadora para ajustar a sua malha aérea, objetivando manter seus altos índices de ocupação e rentabilidade. A capacidade planejada para o 4T21 da GOL apresenta aumento de 29% sobre 4T20. Para adequar as operações aos patamares atuais de vendas e demanda, a GOL terá no final do período 102 aeronaves em sua malha, que representará 112% da frota média operada no 4T20 e 36% maior em relação ao 3T21.

Fluxo de caixa: A Companhia vem implementando medidas para minimizar o consumo líquido de caixa e manter o equilíbrio de seu fluxo de caixa operacional. Combinado com o balanceamento da capacidade e com um capex de aproximadamente R﹩400 milhões que será financiado relacionada a transformação da frota 737 MAX, a Companhia prevê financiar o crescimento das operações com equilíbrio de fluxo de caixa operacional.

Liquidez: A GOL espera encerrar o 4T21 com R﹩3,8 bilhões em liquidez, considerando caixa, contas a receber e depósitos. A dívida líquida ajustada deverá ser da ordem de 15,8 bilhões em 31/12/21.

Via: GOL 

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