Um F-16D Brakeet da Força Aérea de Israel decolando com bombas guiadas por GPS GBU-31 JDAM. Foto: Força Aérea de Israel.

A Administração do Presidente Joe Biden aprovou uma venda em potencial estimada em US$ 735 milhões, composta de kits de guiagem JDAM (Joint Direct Attack Munition) para Israel, afirmou a Reuters citando fontes do Congresso Americano. 

Apesar da escalada das hostilidades entre Israel e Palestina nos últimos dias, espera-se que os legisladores dos EUA não se oponham ao acordo. Três assessores disseram que o Congresso foi oficialmente notificado sobre a venda pretendida (relatada pela primeira vez pelo Washington Post) no dia 5 de maio, como parte do processo de revisão regular antes que grandes acordos de venda de armas estrangeiras possam ir adiante.

Militar da IAF checando uma GBU-31 JDAM. Foto: Força Aérea de Israel.

Sob a lei dos EUA, a notificação formal abre uma janela de 15 dias para o Congresso se opor à venda, o que não é esperado, apesar da violência em curso. A venda de bombas JDAM da Boeing era considerada rotina na época, antes do início, na última semana, dos enfrentamentos mais violentos na região em anos. 

Israel tem feito extenso uso de bombas JDAM nos ataques contra alvos do Hamas na Palestina. Os artefatos podem ser vistos em fotos divulgadas pela própria Força Aérea Israelense e em vídeos de ataques em infraestruturas do grupo terrorista. A munição é guiada por GPS e INS (Sistema de Navegação Inercial), e consiste, basicamente, em um kit instalado em uma bomba convencional que passa a ser uma bomba inteligente. 

Nas imagens publicadas pela IAF, é possível ver uma maior aparição da variante GBU-31 JDAM, com ogiva de 2000 libras. Outras variantes de menor peso – GBU-38 de 500 libras e GBU-32 de mil libras – também são usadas em Israel e outros países. 

Militares preparam bombas GBU-38 JDAM que serão usadas por um caça-bombardeiro F-15I Ra’am. Foto: IAF.

Solicitado a comentar, um porta-voz do Departamento de Estado observou que o departamento está restrito, sob leis e regulamentos federais, de comentar publicamente ou confirmar detalhes de atividades de licenciamento relacionadas a vendas comerciais diretas, como o contrato de JDAMs.

“Continuamos profundamente preocupados com a violência atual e estamos trabalhando para alcançar uma calma sustentável”, disse o porta-voz.

O forte apoio a Israel é um valor central para os membros democratas e republicanos do Congresso dos Estados Unidos, apesar dos apelos de alguns dos democratas mais progressistas para tomar uma posição mais dura contra o governo de Benjamin Netanyahu.

A lei dos EUA permite que o Congresso se oponha às vendas de armas, mas é improvável que isso ocorra nesse caso. Como Israel está entre um punhado de países cujas negociações militares são aprovadas em um processo acelerado, a janela típica para objeções se fechará antes que os legisladores possam aprovar uma resolução de desaprovação, mesmo se estivessem inclinados a fazê-lo, afirma a agência. 

Por outro lado, políticos democratas dos EUA apresentaram nesta quarta-feira uma resolução que visa bloquear a venda de US$ 735 milhões de armas guiadas de precisão para Israel, uma resposta simbólica ao conflito entre Israel e o grupo governante de Gaza, Hamas.

Tripulante de um F-15I checa uma bomba GBU-31(V)3/B (kit JDAM montada na bomba anti-bunker BLU-109). Foto: IAF.