Boeing 747 Produção
Foto: Boeing/Divulgação

Após acertar com a Europa o encerramento das discussões sobre subsídios ao setor de produção de aeronaves, os Estados Unidos (EUA) lançaram nesta terça-feira (15) um programa que dá US$ 3 bilhões em subsídios ao setor.

Este programa vai agir diretamente na folha de pagamento das fabricantes de aeronaves dos EUA, dando descontos de até metade dos custos das empresas com os funcionários, mas sem atingir diretamente o pagamento de salários.

O programa, financiado pelo Congresso, exige que as empresas se comprometam a não conceder licenças sem o consentimento dos funcionários ou dispensar funcionários cobertos por subsídios durante o período de seis meses.

O subsídio, no entanto tem algumas condições para ser válido.

Funcionários que ganham mais de US$ 200 mil por ano não estão incluídos na isenção. Os descontos também são limitados a 25% da força de trabalho das empresas, que para fazer parte deste programa precisam se inscrever até o dia 13 de julho.

Para se qualificar, uma empresa deve ter dispensado ou dispensado involuntariamente pelo menos 10% de sua força de trabalho total desde abril de 2020, ou ter experimentado um declínio maior do que 15% nas receitas operacionais totais de 2020.

Além disso, só estão elegíveis empresas que trabalham com a fabricação de aeronaves, motores, hélices ou componentes e empresas que reparam ou revisam aviões e peças.

A única empresa que declarou que não participará deste programa é a GE (General Eletric), através da sua unidade GE Aviation. Outras empresas do setor, como a Boeing, Textron Aviation, Spirit e Raytheon, ainda estão estudando participar do programa de subsídios.

 

Via: Reuters