O ano de 2019 foi marcado por algumas mudanças no cenário mundial, e como um destaque na parte de preservação do meio ambiente apareceu a Greta Thunberg, por mais contraditório que seja a figura da garotinha.

Thunberg foi responsável na Suécia, seu país de origem, por amplificar o movimento “flygskam” ou “vergonha de voar”, que já mostrou efeitos práticos no país.

O número de passageiros nos aeroportos suecos caiu 4% em 2019, revertendo uma tendência de alta histórica constante no país, visto que a aviação por lá só apresentava crescimento nos últimos anos.

A operadora de aeroportos Swedavia reconhece que a preocupação com a mudança climática e o movimento local como fatores na redução da demanda, apesar de dizer: “Vemos uma série de razões coincidentes”.

O imposto sobre a aviação nacional, a moeda local fraca e um ambiente econômico desfavorável são citados pela Swedavia como fatores adicionais.

Em 2019, o número de passageiros domésticos nos 10 aeroportos da Suécia caiu 9%, para 12,4 milhões. Enquanto isso, o número de passageiros internacionais caiu 2%, para 28 milhões. Cá entre nós, é meio difícil fazer viagens de média e longa distância de navio, em pleno Século 21.

O Stockholm-Arlanda, o maior aeroporto do país, teve uma queda no tráfego de passageiros de 4%, para 25,6 milhões. Os números domésticos diminuíram duas vezes a taxa dos números internacionais.


Provavelmente a causa da diminuição mais abrupta do tráfego de passageiros em voos domésticos é devido a opção pelos trens de passageiros, por parte dos ativistas ou simpatizantes do movimento.

Durante todo o ano de 2019, Greta Thunberg protestou contra a emissão de CO2 gerada pelas aeronaves, mesmo que essa seja uma poluição irrelevante quando comparamos com outras, como dos veículos automotores, trens a diesel, termoelétricas e usinas a carvão ou gás.

 

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