Icelandair entra em acordo com seus comissários de bordo para evitar demissões

Foto: Divulgação

A Icelandair anunciou ontem(19) que havia assinado um acordo com a Associação da Tripulação de Cabine da Islândia (FFÍ) para ajuste de salários e garantia de emprego a seus tripulantes.

A companhia aérea também afirmou que as demissões mais recentes da tripulação de cabine seriam canceladas. A notícia chega apenas dois dias depois que a companhia aérea anunciou que iria demitir todos os comissários de bordo e substituí-los por pilotos.

Os membros da FFÍ rejeitaram a primeira oferta de contrato da companhia aérea no início de maio, que envolveu um congelamento salarial de cinco anos. A segunda oferta de contrato também foi rejeitada. Ontem (19), a companhia aérea anunciou que ambas as partes haviam finalmente chegado a um acordo.

As negociações de última hora ocorreram após o plano da companhia aérea de despedir toda a tripulação de cabine. 

O acordo é baseado nos mesmos princípios do acordo que foi acordado entre as partes em 25 de junho de 2020 e, portanto, atende aos objetivos estabelecidos de aumentar a produtividade e a flexibilidade da Companhia e, ao mesmo tempo, garantir uma compensação competitiva para os membros da tripulação de cabine.” Disse a empresa.

O novo acordo permitirá que a companhia aérea reduza os custos operacionais sem cortar o pagamento dos comissários de bordo. No entanto, o acordo ainda precisa ser aprovado em votação pelos comissários de bordo, que ocorrerá em 27 de julho. A esperança da situação, espera-se que este novo acordo seja aprovado na votação. A FFI ainda não comentou os últimos desenvolvimentos.

A porta-bandeira da Islândia introduziu várias medidas para sobreviver com a chegada do Covid-19 e causar uma crise jamais vista na aviação mundial. Para permanecer competitiva em relação às empresas de baixo custo, a companhia aérea reduziu os custos operacionais.


A companhia aérea demitiu mais de 2.000 funcionários em resposta à pandemia de coronavírus, além de reduzir o horário de trabalho e introduzir cortes salariais para os demais funcionários.

A empresa assinou novos acordos de cinco anos, semelhantes aos propostos para a tripulação de cabine, com mecânica aérea e pilotos. O conselho da companhia aérea reduziu em 30% o salário, enquanto o salário do CEO diminuiu em 25%.

A Icelandair entrou em negociação com o FFÍ na esperança de reduzir também o custo da tripulação de cabine, enquanto a companhia aérea lutava para evitar a falência.

 

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