Irã propõe pagar US$ 150 mil de indenização para cada vítima de avião abatido por mísseis

O complicado ano de 2020 começou de uma forma também complicada. Nos primeiros dias de janeiro publicamos sobre um avião da Ukraine International Airlines que foi abatido poucos minutos após decolar de Teerã, no Irã.

O ato criminosos do país logo ganhou repercussão, mas ficou por isso mesmo, com pouca movimentação internacional para tentar pelo menos considerar os danos que foram causados.

E nesta quarta-feira (30/12) um documento vazado a partir do Departamento Jurídico do Gabinete do Presidente do Irã informou que um projeto de lei foi aprovado, envolvendo uma indenização de US$ 150 mil para cada um dos passageiros e tripulantes que estavam no voo.

“O Ministério dos Transportes e Desenvolvimento Urbano foi instruído a providenciar o pagamento de US$ 150.000, ou o equivalente em euros, às famílias de cada uma das vítimas o mais rapidamente possível e a pagar os montantes aos beneficiários com base nos documentos pertinentes”, declarou o Departamento Jurídico, de acordo com a Agência de Notícias da República Islâmica (IRNA) por meio do Tehran Times.

O documento diz que a indenização deve ser paga imediatamente de acordo com as leis dos países da vítima e deve ser paga sem qualquer discriminação por nacionalidade, cidadania ou gênero.

O avião, que operava o voo PS752, partiu do Aeroporto Internacional Imam Khomeini, em Teerã, na madrugada de 08 de janeiro de 2020. Uma artilharia iraniana de mísseis derrubou o avião logo após a decolagem, levando ao óbito de todos os 176 passageiros e tripulantes que estavam a bordo.

O acidente causou danos substanciais às caixas pretas. Logo após o acidente, o Irã concordou em enviar as caixas pretas para a Ucrânia. No entanto, o Irã rapidamente voltou atrás, e os componentes ficaram retidos no país árabe.


 

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