Boeing 787 LATAM
Originalmente a aeronave foi entregue como CC-BGO, em 2018 para a LATAM Chile.

A LATAM foi novamente ao mercado para informar detalhes adicionais sobre o Plano de Recuperação da empresa, apresentado inicialmente no final de novembro.

A grupo declarou que planeja em breve levantar US$ 8,19 bilhões no mercado, a partir de notas de dívida conversíveis em ações. A companhia ainda fará uma outra rodada de financiamento, emitindo U$ 800 milhões em novas ações ordinárias (com direito a controle da aérea), principalmente para atender às demandas de investimento da Delta, Evercore (credores), Qatar e dos Cuetos na companhia.

A LATAM disse que a Delta, Qatar, o Grupo Cueto e o Grupo Eblen concordaram em compras até US$ 400 milhões em novas ações ordinárias. O restante será dividido para os credores da aérea.

Delta Boeing 767
Delta concordou em expandir sua participação na LATAM.

Vale ressaltar que, diferente das notas de dívida, a compra de ações não dá direito ao reembolso do valor investido na aérea, exceto em caso de venda do controle, algo que depende de aprovação dos acionistas em conselho.

Exceto os credores da Evercore, que devem receber 20% do valor investido imediatamente. O restante será utilizado para compor o caixa da aérea, que espera sair do Chapter 11 com US$ 2,67 bilhões de liquidez imediata (direto em caixa).

Dos US$ 8,19 bilhões divulgados pela LATAM, que a companhia planeja obter, cerca de aproximadamente US$ 1,37 bilhão são em Notas Conversíveis Tipo B, as Notas Tipo C totalizam US$ 6,81 bilhões.

Os credores da Evercore vão converter as dívidas da LATAM em US$ 3,2 bilhões de nota Tipo C em troca de um pagamento de 20% da dívida pela companhia. Já a Delta, Qatar Airways, Cueto Group e Eblen Group apoiarão totalmente as notas da Classe B.

Os credores estrangeiros podem receber 100 centavos por cada dólar de dívida quando o Capítulo 11 da LATAM terminar, enquanto os credores domésticos do Chile receberão apenas 20 centavos por dólar. Essa medida está desagradando alguns credores chilenos que, em minoria, se contrapõe ao Plano de Recuperação do Grupo LATAM.

Uma avaliação será realizada em uma audiência marcada para o dia 27 de janeiro, e que será conduzida pelo juiz James L. Garrity. Nesta os credores poderão apresentar reivindicações contra o plano de recuperação da companhia, que pode sofrer ajustes ao longo da audiência.

Após a saída, a LATAM deverá ter uma dívida total de aproximadamente US$ 7,26 bilhões e liquidez de aproximadamente US$ 2,67 bilhões.

 

Veja de forma simplificada o Plano de Recuperação da LATAM no infográfico abaixo:

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