Na última quinta-feira (21/06) a Lockheed Martin apresentou os primeiros caças F-35 Joint Strike Fighter da Turquia, em meio à polêmicas com o Congresso Americano sobre a venda dos caças para o país.

Duas unidades foram apresentadas simultaneamente, todas da variante “A”, a mais simples do F-35. 

Uma delegação turca de baixa patente foi a responsável por receber as duas primeiras aeronaves, nenhum representante dos Estados Unidos declarou presença no evento, que aconteceu na Luke Air Force Base, no Arizona. A Lockheed evitou até mesmo uma nota oficial para imprensa ou postagens em suas redes sociais.

O problema da venda de caças F-35 para a Turquia se iniciou no míssil S-400, negociado com a Rússia para garantir a defesa antiaérea, após uma recusa dos Estados Unidos de vender um equipamento semelhante ao país.

O contrato com a Rússia não é somente de desenvolvimento, mas de transferência tecnológica, possibilitando que a Turquia tenha esses mísseis no futuro de fabricação própria. Logicamente esse ponto não foi bem visto pelos Estados Unidos, além de perderem um contrato na faixa de alguns milhões.

Depois da Turquia e a Rússia assinarem um contrato no final de 2017, os Estados Unidos iniciaram as ameaças ao país, prometendo suspender as entregas dos F-35 encomendados. Notavelmente isto não aconteceu até o momento, visto que a Turquia recebeu dois caças F-35, um dos mais avançados tecnologicamente.