Boeing 747 Lufthansa
Boeing 747-400. Foto - Ingrid Friedl/Lufthansa 060124_747VX_01

O Grupo Lufthansa atingiu um Ebit Ajustado de  2,4 bilhões de Euros para os primeiros nove meses de 2018, uma queda de 7,7% sobre o mesmo período do ano passado o que é atribuído em primeiro plano aos custos de integração da Eurowings.  A margem do Ebit Ajustado para o período chegou a 8,8%.

O resultado dos nove meses também foram afetados por um aumento de 536 milhões de Euros no custo dos combustíveis, e também uma alta nos custos aconteceu em função de atrasos e cancelamentos de voo, e maiores despesas com manutenção.

“Nós esperamos ver os custos do ano inteiro aumentarem em mais de um bilhão de Euros em 2018 em função dos custos do combustível e de despesas extras decorrentes de atrasos e cancelamentos de voos”, disse Carsten Spohr, Chairman do Conselho Executivo e CEO da Deutsche Lufthansa AG. “Mas, apesar disso, nós atingimos um Ebit Ajustado de 2,4 bilhões de Euros para os nove primeiros meses do ano, o segundo melhor resultado para o período da nossa história. E, se não fosse pelas perdas na Eurowings, teríamos atingido um outro resultado recorde. Este é um claro testemunho da nossa força financeira sustentável, uma força que se mostrou mesmo sob as desafiadoras condições deste ano.”

O Grupo Lufthansa gerou uma receita total de 26,9 bilhões nos primeiros nove meses do ano de 2018. O faturamento cresceu 6% sobre o ano anterior, enquanto a receita do tráfego subiu 7%.

Como resultado da adoção pela primeira vez do novo padrão contábil IFRS 15, o crescimento relatado das receitas totais para 26,9 bilhões de Euros foi de apenas 0,5%, enquanto as receitas de tráfego reportadas caíram 1%, para 21,1 bilhões de Euros.

Os custos unitários do período se mantiveram estáveis, exceto combustíveis e os efeitos do câmbio, apesar das despesas extraordinárias. As receitas unitárias, excluindo os efeitos do câmbio, aumentaram 0,3%. As companhias aéreas do Grupo Lufthansa transportaram cerca de 108,5 milhões de passageiros nos primeiros três trimestres do ano, um novo recorde de volume.

A taxa de ocupação nos primeiros nove meses do ano também foi recorde, 82%. O excepcional crescimento de capacidade para o período, impulsionado pela insolvência da Air Berlin, será substancialmente menor em 2019.  

“O crescimento futuro no segmento de transporte aéreo vai ter que se voltar mais para a capacidade de infraestrutura no ar e em solo”, observou Carsten Spohr. “Ao mesmo tempo, nosso desafio é garantir a rentabilidade das nossas companhias aéreas através da disciplina de capacidade. Nós também esperamos substanciais aumentos no custo de combustível que vão levar a preços de passagens mais altos em 2019, no mais tardar.”

De acordo com as expectativas do mercado, as companhias aéreas da Alemanha devem expandir suas ofertas em mais de 10% para o período de 2018/19, um desenvolvimento que ainda está sendo impulsionado pela saída da Air Berlin. As companhias aéreas do Grupo Lufthansa, no entanto, vão aumentar a capacidade em modestos 8%, e vão reduzir o crescimento de capacidade para 3,8% para o horário de voos do verão europeu de 2019.

 

Balanço ainda reforçado

O fluxo de caixa livre para o período caiu 59% para 1,2 bilhão de Euros. A redução se deve em larga escala ao aumento de 57% nos investimentos líquidos, que subiram para 2,6 bilhões.

A maioria dos gastos – 2,2 bilhões de Euros  – foi em aeronaves e mecanismos de reservas. As provisões de pensões para o período caíram 6,2% para 4,8 bilhões, devido em parte ao aumento da taxa de desconto de 2,0% para 2,1%.

A dívida financeira líquida caiu 14% do nível registrado em 2017 para 2,5 bilhões de Euros. A taxa de endividamento (endividamento líquido ajustado em relação ao EBITDA ajustado) foi reduzido da mesma forma, caindo 0,2 pontos para 1,5.

 

Companhias aéreas em rede

As companhias aéreas em rede – Lufthansa, SWISS e Austrian Airlines – também subiram os seus faturamentos recorde de 2017, aumentando o Ebit Ajustado em 13 milhões de Euros para pouco menos de 2 bilhões de euros.

Foto – Swiss

O motor por trás deste desenvolvimento foi a SWISS, que atingiu um excelente Ebit Ajustado para os nove meses de 525 milhões de Euros, 18,8% sobre o mesmo período do ano anterior. A SWISS segue sendo a companhia aérea mais rentável do grupo, com uma margem de Ebit Ajustado de 14,3%.

O Ebit Ajustado dos nove primeiros meses do ano da Lufthansa de 1,3 bilhão de euros foi 4,2% menos do que o do ano anterior, enquanto a Austrian Airlines com 92 milhões de Euros representa uma queda de 14%.

 

Eurowings

Foto – Divulgação/Lufthansa

A Eurowings reportou um Ebit Ajustado de 65 milhões de Euros para os primeiros nove meses do ano de 2018. A queda de 210 milhões de Euros sobre o mesmo período do ano anterior é atribuída em particular às despesas únicas de 170 milhões de Euros para complementar a integração de partes da antiga Air Belin, e aos custos adicionais decorrentes de atrasos e cancelamento de voos.

 

“Em 2017, aproveitamos uma oportunidade histórica na consolidação do segmento de aviação na Europa”, comentou Carsten Spohr. “E essa era a decisão correta a ser tomada em termos estratégicos, embora tenha levado a  Eurowings a um ano de 2018 muito desafiador. Vemos os custos pontuais de integração dessas operações e de nossa rápida expansão como um investimento de longo prazo que ajudará a fortalecer de forma sustentável nossa posição no mercado.”

 

Serviços de aviação

Impulsionada pela alta demanda e altos rendimentos contínuos na Lufthansa Cargo, a área de logística do grupo aumentou o Ebit Ajustado em 56,1% para 153 milhões de Euros.

O Grupo LSG também registrou um Ebit Ajustado bem maior para o período de 99 milhões de Euros, um crescimento de 50% que foi especialmente alcançado com menor custo de transformação.

O Ebit Ajustado da Lufthansa Technik para os nove meses caiu 3,3% para 322 milhões, em parte pela alta de custo de peças e grande uso da capacidade externa de manutenção.

 

Panorama

A Lufthansa confirma a projeção de faturamento para o ano de 2018. Com a capacidade original planejada para o horário de voos do inverno europeu levemente reduzida, a capacidade total deve ficar 8% abaixo de 2017. O Grupo ainda espera registrar um pequeno aumento na receitas unitárias para o ano como um todo.

A redução nos custos unitários, excluindo combustível e os efeitos do câmbio, deve ficar em torno de 1%, apesar do impacto negativo dos custos de integração da Eurowings. Os custos com combustível estão projetados para algo em torno de 850 milhões de Euros maior do que em 2017.

O Grupo espera apresentar um Ebit Ajustado ligeiramente menor para o ano no segmento de serviços de aviação. Isso está relacionado a resultados mais negativos em outros negócios e funções, com a ausência dos ganhos de câmbio reportados em 2017. Em geral, o Grupo Lufthansa continua a prever um Ebit Ajustado para o ano de 2018 que deve ficar um pouco abaixo do recorde registrado no ano passado.

“Nós atingimos ganhos sólidos para os primeiros nove meses do ano, e ainda estamos na corrida pelo nosso segundo melhor resultado de todos os tempos”, confirmou Ulrik Svensson, Chief Financial Officer (CFO) da Deutsche Lufthansa AG. “Nossa projeção de ganhos para 2018, de maneira geral, se mantém a mesma, com uma pequena redução em relação ao ano anterior.”

Sem levar em conta o crescimento de volume, o Grupo Lufthansa espera que os custos de combustível vão aumentar em 900 milhões de Euros em 2019.

DEIXE UMA RESPOSTA