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Airbus A380 Etihad Airways
Foto - Etihad/Reprodução

A Etihad Airways poderá ser mais uma empresa a retirar de sua frota, o Airbus A380. O CEO da companhia aérea colocou em dúvida o retorno das operações com a aeronave, no qual não opera voos desde o inicio da pandemia, em março de 2020. 

O CEO da Etihad, Tony Douglas, disse para um portal dos Emirados Árabes que o fim do A380 na companhia aérea está próximo. Atualmente a companhia possui 10 exemplares em sua frota.

“Agora tomamos a decisão estratégica de estacionar os A380s, tenho certeza que é muito provável que não os veremos operando com a Etihad novamente.” Disse Tony Douglas ao The National. 

O foco da companhia aérea agora parece ser no Boeing 787, que se tornará a principal aeronave. Ao final de 2020, a empresa operava apenas 35% de toda a sua malha de destinos. Ainda em 2020, a Etihad conseguiu reduzir em 39% seus custos operacionais, pois foram tomadas medidas de redução de custos aliadas a redução de sua capacidade operacional.

Além do Boeing 787, a empresa terá a chegada de 12 Airbus A350, porém ainda sem uma data prevista. O mesmo ocorre com o Boeing 777-9X que a empresa encomendou, segundo o CEO a entrega da aeronave e quando será entregue é algo que a Boeing irá decidir. 

O futuro da empresa

Tony espera que 2021 seja um ano onde a empresa recupere parte dos prejuízos, entretanto ele reforçou que será um ano difícil. 

“Esperamos que 2021 seja um ano muito difícil, que 2022 seja um ano de transição e que 2023 nos veja lentamente voltando ao número de passageiros pré-Covid. Planejamos para 2021 como uma continuação de muitos dos desafios que enfrentamos no ano passado.” Completou o CEO.

Uma das medidas implementadas pela empresa foi reduzir o quadro de funcionários, resultando em um recuo de 33%. Tony deixou em aberto uma possibilidade de ter de cortar ainda mais sua força de trabalho, porém garantiu que caso ocorra, o corte será menor. 

A companhia aérea tem dividas desde 2014, e com a chegada da pandemia, essa divida subiu significativamente. Agora a companhia irá buscar refinanciar suas dividas a longo prazo sem pedir ajuda ao governo.