Rússia Sukhoi Su-57

A agência estatal russa de notícias TASS declarou, de acordo com fontes, que a Força Aérea da Rússia utilizou o novo caça Sukhoi Su-57 Felon na Ucrânia.

Anteriormente havia uma especulação envolvendo o uso do Su-57, com base em alguns vídeos de baixa resolução divulgados na internet. Contudo, a Rússia nunca confirmou oficialmente que seu novo vetor foi utilizado na chamada “Operação Especial”.

A primeira unidade de produção em série do Su-57 saiu da linha de montagem em janeiro de 2020. Cogita-se que até o momento três aviões de série estão operando pela Força Aérea da Rússia. Ainda há algumas aeronaves que participaram do processo de certificação, e poderiam ser utilizadas pelos russos.

“O uso da aeronave Su-57 na Ucrânia começou duas a três semanas após o início da Operação Especial. As aeronaves estão trabalhando fora da zona de atividade das defesas aéreas inimigas. Elas estão usando mísseis”, disse a fonte da TASS, que não confirmou se o Su-57 foi responsável por ataques.

No vídeo abaixo podemos observa uma possível, veja bem, possível passagem do caça Su-57 acima de Zhytomyr, realizando ataques ar-terra.

Considerado um caça de 5ª geração, o Sukhoi Su-57 é a mais nova aeronave de combate da Rússia, e assim como o norte-americano F-22 e o chinês J-20, conta com a tecnologia Stealth. O Su-57 pode empregar uma variada gama de mísseis ar-ar e ar-solo, bombas burras ou guiadas e está em testes a sua integração com drones.

Entre as capacidades do Su-57 está a possibilidade de voar por 5 horas e meia com somente um tanque de combustível e com armamento, a detecção de alvos a 400 quilômetros de distância, além da capacidade de atingir 16 alvos simultaneamente usando mísseis guiados por laser que se comunicam com o computador interno da aeronave.

Até o final de 2024, os militares russos planejam receber mais 22 dessas aeronaves. A produção dos 76 caças deverá ser concluída em 2028. Os aviões serão distribuídos entre três regimentos de aviação.

Os Russos continuam sem confirmar a utilização do Su-57 em um combate real, o que poderia ser o segundo emprego do caça em conflito, após alguns testes na Síria em 2018.