Motor do JAS39 Gripen completa 300 mil horas de voo

Motor RM12 JAS39 Gripen- Foto: SAAB

O motor que equipa dos caças suecos JAS 39 Gripen completou 300 mil horas de voo e esse é um importante marco para uma empresa sólida e independente como a SAAB. 

Voltando um pouco na história do Gripen que fez seu primeiro voo em 1996, o então caça era uma novidade no setor aéreo bélico da época, afinal apenas os EUA, Rússia e em alguns países da Europa como a França e a Inglaterra produziam caças famosos e comercializavam estes.

O projeto sueco da SAAB ficou responsável pela aviônica e a parte de fuselagem, o motor foi produzido pela Volvo (sim, a mesma empresa que faz as clássicas carretas que vemos nas estradas). A Volvo Aero (hoje GKN Aerospace), produziu o motor RM12 que representa a segurança já conhecida pelos produtos Volvo. Até hoje nenhum caça JAS39 caiu por pane no motor e isso demonstra a qualidade deste motor.

JAS39 Gripen/ Foto: SAAB Twiter

A base de desenvolvimento do RM12 foi o motor F404 da General Electric, a empresa sueca fez melhorias no motor da fabricante norte-americana.

“Aeronaves monomotor exigem muito da segurança do motor. Portanto, o F404 passou por uma grande reformulação para torná-lo mais confiável e aumentar a potência. Foi muito bem sucedido. Hoje, o RM12 voou por centenas de milhares de horas sem falhar uma vez, é verdadeiramente único e um grande atrativo para a Volvo Aero”, diz Robert Johannesson, Gerente Comercial da GKN Aerospace com um passado nas Forças Armadas.

Toda a tecnologia embarcada no caça Gripen e claro, o motor confiável fez com que o JAS 39 ganhasse os céus de outras nações, como a Hungria, República Checa, Tailândia e África do Sul. são os países que operam o caça sueco.

Gripen C (JAS 39) da Força Aérea Sueca- Foto: Autor Desconhecido

A Volvo Aero, agora chamada GKN Aerospace, é um OEM (fabricante de equipamentos orginiais) e possui o certificado de tipo para RM12, a empresa é responsável pelo suporte ao produto durante toda a vida útil do motor. O mecanismo é construído em sete módulos para facilitar a manutenção. Em teoria, isso torna possível substituir um módulo pesado e substituí-lo por outro, mas hoje é apenas a Força Aérea da África do Sul que optou por usar essa oportunidade. Como o motor está funcionando bem, é caro adquirir o equipamento necessário e manter a competência do pessoal de serviço pelas poucas vezes em que for necessário substituir o módulo. Outros países, portanto, optam por enviar todo o mecanismo para Trollhättan para manutenção,


“Temos uma oficina de manutenção muito precisa e essa é outra razão pela qual o RM12 nunca falhou. Quando se trata de serviço, não apenas examinamos o módulo específico que falhou, mas também verificamos todo o mecanismo. Isso significa que detectamos erros que ainda não foram descobertos pelo cliente ”, diz Robert Johannesson.

Fonte de apoio:Mynewsdesk.com/ Edições: Aeroflap

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