NASA voos ER-2
Foto: NASA

A NASA iniciou uma série de voos pelo estado de Salina buscando realizar pesquisas sobre os impactos que as tempestades severas podem causar na atmosfera.

O projeto de pesquisa conta com 50 cientistas de oito universidades norte-americanas e mais quatro laboratórios da NASA. Os voos estão sendo realizados pela aeronave ER-2, uma versão do clássico U-2, que é capaz de voar a até 70 mil pés de altitude. 

Os voos sobre Salina na Califórnia são operados a cada três dias em média com duração de sete a oito horas. A equipe precisa utilizar o traje espacial completo junto com o capacete para poder estar pressurizado. 

A aeronave ER-2 está equipada com diversos instrumentos e sensores que podem medir desde o topo das tempestades incluindo ventos, densidade, turbulências, e bem como os detalhes das partículas.

“Agora, a maioria das tempestades, mesmo as tempestades mais fortes, acontecem e vivem suas vidas na parte mais baixa da atmosfera, que é chamada de troposfera. As tempestades mais fortes, no entanto, são tão intensas que suas correntes ascendentes podem se estender para a estratosfera”, disse Kenneth Bowman, pesquisador e professor de ciências atmosféricas do Texas A&M University.

“O que estamos vendo são apenas as tremendas quantidades de água em particular que essas tempestades estão colocando na estratosfera. Colocar água na estratosfera é uma das coisas que aumenta o efeito estufa e ajuda a aquecer a superfície.”

“À medida que o clima muda, o que continuará acontecendo, essas tempestades podem se tornar mais severas, podem transportar mais água para a estratosfera [e] podem transportá-la mais alto, o que pode contribuir para o aumento do aquecimento global”, Completou.

Com a equipe preparada desde o final de maio, este é o segundo ano os voos de pesquisa são lançados sobre Salina. Os voos deverão durar ainda mais três semanas, após os voos o ER-2 da NASA será levado para sua base em Palmdale também na Califórnia.

“Ainda estamos principalmente na fase de coleta de dados do projeto. É claro que as pessoas estão analisando os resultados do ano passado e começando a olhar para os dados deste ano. Realmente esperamos que a maioria das publicações e artigos científicos sejam lançados nos próximos anos”, disse Bowman.

 

Com informações do Kansas.com