A Polícia Federal (PF) apresentou hoje um relatório final sobre as investigações das causas do acidente aéreo com a aeronave Cessna 560XL (PR-AFA), que ocorreu em 13 de agosto de 2014, nas proximidades de Santos (SP), conhecido também como o avião que transportava o candidato à Presidência da República Eduardo Campos.

A primeira apresentação foi realizada na última terça-feira (07/08), para as famílias dos cinco passageiros que estavam a bordo e morreram no acidente.

O inquérito conclui que a queda da aeronave pode ter sido causada, isolada ou cumulativamente, pelos seguintes fatores: a colisão com pássaros, gerando uma atitude radical da aeronave; a desorientação espacial por parte dos pilotos; a possibilidade de disparo de compensador de profundor; ou uma pane/travamento de profundor em posições extremas.

Diante das conclusões apresentadas não permitirem a indicação de ter havido qualquer infração a legislação penal, a Polícia Federal recomendou ao Ministério Público o arquivamento do inquérito policial, não acusando ninguém pelo acidente.

Pelo não funcionamento da caixa preta da aeronave, a única forma de descobrir a intenção dos pilotos foi através da comunicação com o controle aéreo, e os detalhes de rota da aeronave. O único dialogo foi o seguinte: “Devido às condições, nós vamos su… É… Nós vamos aguardar e, e chamaremos novamente, ok?”

Os investigadores também apontaram que, antes da subida que resultou na rápida queda, a aeronave estava com uma velocidade longe do estol, voando à 656 km/h, havia um leve desvio de 3,5 graus da rota original, provavelmente indicando que a aeronave estava sendo pilotada manualmente depois da arremetida.

Um minuto e seis segundos depois dessa comunicação com o controle de tráfego aéreo a aeronave colidiu com o solo, em uma área residencial.

Durante a apresentação dos resultados, a Polícia Federal ressaltou que a sua conclusão convergiu com o relatório apresentado pela Força Aérea Brasileira, apresentado em 2016, relatando também que ambas as investigações foram realizadas com base em dados repassados pelo Cenipa e por investigações externas da própria PF, para apurar se houve interferência ilícita com foco em assassinar o candidato.

 

Matéria com trechos de textos fornecidos pela Polícia Federal.