Foto do Flight Radar 24 mostra uma das aeronaves envolvidas no incidente- Foto: FlightRadar24/Reprodução

Um piloto da Avianca Argentina que estava voando de Buenos Aires para Santa Fé nesta última terça-feira (23/04), disse que quase houve uma colisão entre dois aviões, e colocou a culpa no controle de tráfego aéreo da Argentina.

Uma discussão entre o piloto e o controle aéreo começou após o piloto da Avianca Argentina, que estava a bordo de um ATR-72-600, ter relatado que outra aeronave ultrapassou o ATR com uma diferença de 300 pés verticalmente.

Áudios da discussão foram publicados em alguns veículos de comunicação da Argentina. Assim que o piloto relatou o ocorrido ao controle ele recebeu a seguinte resposta: “Correto, senhor, na verdade tem razão. Se tiver que fazer [a reclamação] por escrito, faça”. “É a saturação que temos neste setor e neste serviço no momento”, completou a controladora.

O piloto respondeu a novamente a controladora, dizendo; “A verdade é que são uns inúteis, esse é o problema”. A profissional de controle aéreo respondeu: “Então venha me dizer isso pessoalmente, por favor. Idiota”.

Aeronave da Avianca Argentina. Foto – ATR/Via Twitter

As companhias aéreas envolvidas não se pronunciaram sobre o caso, bem como o piloto da outra aeronave se manteve em silêncio, pelo menos até o presente momento.

Ainda de acordo com os relatos do piloto “Não se chegou a uma situação extrema, mas não deveria ter ocorrido”. 

O piloto estava se referindo ao sistema TCAS, que emite aletas aos pilotos informando que outra aeronave está próxima e há risco de colisão, ele envia sinais sonoros para os pilotos tomarem uma ação evasiva.

Esse incidente levantou uma questão sobre a sobrecarga dos controladores de voo, a questão foi levantada Associação de Técnicos e Empregados de Proteção e Segurança da Aeronavegação da Argentina (Atepsa). A associação disse que existem denúncias de “colapso”, no sistema de controle aéreo da Argentina e que pode estar ligado com a sobrecarga dos profissionais.

Segundo o secretário-geral da Atepsa, Jonatan Doino. “Não funcionaram as medidas de regulação que deveriam ser adotadas, pelas quais os controladores não são responsáveis. O espaço aéreo voltou a entrar em colapso”.