O governo de Portugal vai comprar cinco aviões de transporte militar KC-390 e um simulador de voo da Embraer por 827 milhões de euros, disse o ministro da Defesa do país, João Gomes Cravinho.

O primeiro dos cinco aviões será entregue às Forças Armadas portuguesas em fevereiro de 2023, sendo que as entregas restantes ocorrerão até fevereiro de 2027, com a entrega de uma aeronave por ano.

“É um momento de grande satisfação podermos anunciar a RCM que dá a autorização de despesa com 5 aeronaves KC-390”, disse o Ministro da Defesa Nacional, revelando que a despesa autorizada de 827 milhões de euros para estas aeronaves que cumprirão missões de duplo uso: militares e civis.

Sempre que necessário, estas poderão desempenhar missões de evacuações médicas, de busca e salvamento, de transporte de doentes e apoiarão no combate aos incêndios.

O Ministro destacou também, durante a conferência, as características únicas da aeronave KC-390 que estabelecem um novo padrão para o transporte militar estratégico, até aqui apenas possível de assegurar com aeronaves quadrimotores, de superiores dimensões e capacidades.

Para João Gomes Cravinho, “esta é uma solução que satisfaz integralmente os requisitos definidos pelo Estado Português, bem como os exigidos para participação nas operações militares que poderão decorrer das alianças de que Portugal faz parte”.

“É uma aeronave com dois motores mas com capacidades que apenas as aeronaves de 4 motores conseguem atingir”, referiu, destacando o seu alcance intercontinental.

Com essa decisão, Portugal é a primeira cliente internacional do KC-390, apesar de outros países demonstrarem interesse no projeto.

Além Portugal, a Embraer entregará o primeiro KC-390 à FAB ainda neste primeiro semestre. Ao todo a FAB encomendou 28 unidades da aeronave, sendo que a 2ª deverá ser entregue no final deste ano.

 

KC-390 vão substituir frota C130
 
As cinco aeronaves KC-390, e cuja despesa para a aquisição foi agora autorizada, vão substituir a atual frota de C130 ao serviço da Força Aérea há cerca de 40 anos. O Ministro referiu que esta é uma medida necessária, uma vez que a frota C130 já está no limite da sua utilização.
 
Em resposta aos jornalistas, João Gomes Cravinho disse que os C130 já se encontram no limite da sua utilização e que têm poucos anos de vida útil pela frente.
 
“Estão a passar agora por uma pequena modernização para continuarem a voar apenas até a nova frota do KC390 estar completa”, acrescentou.