Concepção artística do TF-X- Foto: TAI

O Paris Airshow 2019 vem aí e com ela as novidades da aviação, uma delas será versão mock-up do primeiro caça de produção nacional turca, o TF-X, anunciou o diretor geral da Turkish Aerospace Industries (TAI), Temel Kotil, na 14ª Feira Internacional de Defesa (IDEF).

“Este é o nosso maior projeto. Quando terminamos isso, a Turquia pode dizer tecnologicamente que não é diferente dos EUA, Rússia e China”, ressaltou Kotil

Trata-se de um projeto de uma aeronave de 5ª geração de fabricação turca. Esse novo caça terá como objetivo a substituição da frota de caças F-16, que devem ser desativados até 2030.

Concepção artística do TF-X- Foto: TAI

Para que a Turquia pudesse concretizar esse projeto, assinou um memorando de entendimento com o Reino Unido em 2018.

Os investimentos devem chegar a TL 4,8 bilhões e se espera que a produção da aeronave empregue 3200 pessoas, com uma contribuição indireta de emprego estimada em cerca de 11200.

Quando enfim estiver pronto o novo caça da Turquia, o país entrará para uma lista seleta de nações que produzem aeronaves de 5º geração, como os EUA, Rússia e a China.

O TF-X contará com tecnologia stealth, será usado papel ar-ar, considerando também os papéis ar-superfície, terá toda uma gama tecnologia de radar, sensores e armamentos e será uma aeronave bimotora.


O projeto deste caça seria de certa forma uma resposta aos EUA, que querem e já bloquearam a venda do caça de 5ª geração F-35A para a Turquia, isso pelo interesse dos turcos em adquirir o Sistema de Defesa Aérea russo, o S-400.

Porém, a Turquia ainda é um país membro do Programa F-35 e ainda há a possibilidade da Turquia operar este caça, isso se uma questão for tomada em relação a compra de armamentos russo, o que alegraria os norte-americanos

A TAI representa uma parcela significativa de produção de aeronaves e armamentos, um exemplo disso é o helicóptero turco T-129 ATAK que passou pelo Brasil no mês passado. A aeronave tem uma aviônica tecnologia e armamentos de produção turca, e a TAI está investido na venda destas aeronaves pelo mundo.

“Temos cerca de 400 engenheiros de helicópteros. Estamos expandindo nosso escopo nesse sentido”, afirmou Kotil, ressaltando que eles também não abandonariam a produção de peças de aeronaves, o que tornou o TAI o que é agora.

 

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