Procuradores da Operação Lava Jato indicaram recentemente que a prisão dos irmãos Germán e José Efromovich, conhecidos pela Avianca e também pelo Grupo Synergy, foi motivada devido a uma conta conjunta em uma ilha de 2000 habitantes no Oceano Pacífico.

Os procuradores justificaram que os irmãos tinham uma sofisticada estrutura para esconder e sonegar dinheiro, utilizando contas em paraíso fiscal, enquanto suas empresas passam por momentos de recuperação judicial.

Além disso, as contas no exterior facilitavam crimes de corrupção e lavagem de dinheiro. Estes foram realizados a partir do Eisa – Estaleiro Ilha S.A., de propriedade dos irmãos, em esquemas de corrupção e fraude de contratos governamentais.

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O esquema envolve também a Transpetro, sobre contratos para a construção de navios de cargas, firmados entre as partes. A Polícia Federal também aproveitou para cumprir outros seis mandados de busca e apreensão envolvendo as partes.

As investigações apontam que a Eisa, dos irmãos Efromovich, pagou uma propina de R$ 40 milhões para altos executivos da Petrobras e da Transpetro. O contrato dos irmãos com essas duas empresas já causou um prejuízo na ordem de R$ 611 milhões à Transpetro.

O estaleiro Eisa errou na construção de navios, e ainda deixou dívidas trabalhistas que devem ser pagas.

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Os irmãos, por serem de grupo de risco, devem cumprir inicialmente prisão domiciliar, por causa da pandemia. Além disso, a justiça determinou o bloqueio de R$ 651.396.996,97 das pessoas físicas e jurídicas envolvidas neste processo.

No Brasil e no mundo os irmãos German e Jose Efromovich ficaram conhecidos pela sociedade na Avianca Holdings, da Colômbia, e na OceanAir (Avianca Brasil).

 

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