Quanto custa a operação de solo de um avião?

Você já parou para pensar o quanto custa para um avião ser atendido quando pousa em um aeroporto, e quais trabalhos envolvidos? Entenda.

O mercado de Ground Handling é um mercado universal e no mundo inteiro a forma de atendimento e cobranças desse tipo de serviço é apenas um. São cobrados por tipos de serviços e tamanhos de aeronaves, podendo serem feitos em aviões executivos e/ou de linhas aéreas

Foto – Camilla Stivelberg/Aeroporto de Brasília

Dentro dos serviços prestados há modalidades e regras que sempre são seguidas antes de ser contratadas para prestação do serviço, para que isso aconteça há tabela de reciprocidade entre as empresas de Handling e as Companhias Aéreas parceiras.

  • Atendimentos Internacionais (saem voos ou matrículas estrangeiras) – A cobrança é feita em Dólares com uma média internacional, baseado também no tamanho da aeronave, equipamentos ou serviços solicitados.
  • Atendimentos ou serviços extras a Clientes já contratantes – Tabela para serviços ou equipamentos adicionais (Fora do escopo principal contratado) estes valores são previstos em contratos.
  • Tabela de Reciprocidade – Isso seria um acordo de “Reproteção” onde um parceiro pode solicitar o equipamento ou serviço do outro com valores iguais para ambos, e acordados previamente o valor dos custos.

Boeing 737 MAX GOL

Essa é a forma mais simplificada de entender e como são cobrados os serviços, a seguir vêm as regras:

  • Serviços de handling – Atendimento de rampa e bagagens onde consiste no atendimento da aeronaves, Load/UnLoad, equipamentos de Apoio (tratores, carretas, escadas), limpeza, triagem, conexão, Transbordo.
  • Serviços de Full Handling – Atendimento que consiste no escopo de serviços de handling, acrescidos dos serviços de Check-in/out e LL a depender do contrato.

Para companhias aéreas internacionais pode-se acrescentar aos serviços de Full Handling a representação da companhia no país (Legal ou Comercialmente).

 

E os valores? Quanto custaria esses serviços?

Vamos ao que interessa, quanto a valores estimados, no Brasil este é um mercado um pouco caro de se manter, dado os seus custos.

Levando em consideração que a moeda paga na aviação é o dólar, e que nesses últimos tempos a moeda americana vem batendo na casa de quase R$ 5,50, nota-se a diferença de mercados (Brasileiro e Estrangeiros), os serviços de handling de uma aeronave narrowbody (corredor único), como o Airbus A320 e o Boeing 737 custam por volta de US$ 1.100,00 no mercado internacional.


Um widebody (dois corredores), como os aviões Boeing 767, Boeing 777, Airbus A350, Airbus A330, é de aproximadamente US$ 2.300,00, na Europa e nos Estados Unidos.

Já no Brasil, as empresas de handling nacionais prestam estes serviços por mais ou menos US$ 250,00 e US$ 800,00 respectivamente.

O valor inclui toda a parte de carregamento de cargas e bagagem nos porões, auxílio de energia externa (GPU/LPU) e taxiamento com trator de pushback, além de todos os serviços de solo.

Vale lembrar que o maior custo no Brasil não é o serviço em si, mas a mão de obra que é altamente tributada, trazendo um peso adicional aos handlers, bem como os maiores e mais caros equipamentos (Loader – GPU – LPU – ASU), que são em sua maior parte fabricados no exterior.

O custo de importação dos equipamentos também é cotado pelo dólar. Com a alta tributação de entrada no país, para se ter uma ideia, um loader novo de 7,5 toneladas de capacidade, sai por volta de R$ 2.000.000,00.

Atualmente o Brasil conta com cerca de 120 empresas de Ground Handling  no atendimento direto a aeronaves, Security e outros serviços, gerando 42 mil empregos diretos, segundo fontes da ABESATA (Associação Brasileira das Empresas de serviços Auxiliares de Transporte Aéreo). Esse trabalho demanda 40% da operação de um voo, otimizando o tempo e levando qualidade e segurança para todos os passageiros que estão a bordo do avião.

 

Nota do editor: Os dados dessa matéria foram retirados diretamente de duas das 120 empresas de Ground Handling que operam no país. Por questões comerciais, as empresas decidiram não divulgar os seus nomes nesta matéria, que conta com uma média dos valores reais do serviços.

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