Rolls-Royce Airbus A350

Um novo acordo entre a Rolls-Royce e a Airbus foi assinado recentemente para garantir o fornecimento de motores Trent XWB pelo menos até 2030, garantindo o monopólio da empresa britânica no fornecimento de motores do A350.

Anteriormente a Airbus estava cogitando criar uma versão Neo do A350, com motores GEnx de nova geração, e ainda mais econômicos. Este foi um projeto apresentado pela GE Aviation à Airbus.

Rolls-Royce já tinha contrato de exclusividade para o A350-1000.

O acordo se trata de uma extensão da formalidade anterior, em que a Rolls-Royce é a única fornecedora de motores para o A350-1000 até 2025. Agora o A350-900, a versão de menor tamanho da família A350, também entrou nesse acordo.

“Já somos exclusivos do A350-1000, e estendemos nossa posição na variante -900, que responde pela maior parte da frota do A350, até 2030 está em linha com o cronograma de desenvolvimento para nosso programa de motor UltraFan de próxima geração”, Disse Warren East, presidente-executivo da Rolls-Royce, aos repórteres.

Ultrafan utiliza nova tecnologia de caixa de engrenagens, para alterar a rotação de diferentes fases do motor.

Com esse pronunciamento a Rolls-Royce também garante que deve fornecer um novo motor para o A350 após 2030, criando uma versão remotorizada com o UltraFan, mais econômico e menos poluente.

Esse acordo foi positivo para a Rolls-Royce, que enfrentou em 2020 um dos piores períodos da sua história, com prejuízo financeiro de US$ 5,6 bilhões. Ao mesmo tempo, a empresa estava enfrentando desde 2017 diversos problemas com seus motores Trent 1000 e Trent XWB, que apresentavam problemas após pouco tempo de uso.

A Rolls-Royce tem como foco atualmente trabalhar no mercado de aviões widebody, com toda a sua linha de motores a reação para aeronaves focada neste setor. No entanto, a GE, sua principal concorrente, tem maior participação no fornecimento de motores do Boeing 787 Dreamliner, e é fornecedora exclusiva do Boeing 777 e 777X atualmente.

Como vantagem para a Rolls-Royce, a Airbus pensa em produzir uma versão cargueira do A350, para concorrer com o Boeing 777F, algo que pode aumentar a demanda pelo A350.