A Rolls-Royce anunciou na semana passada que precisará desembolsar só esse ano US$ 315 milhões para cobrir os reparos realizados nos motores Trent 1000, que equipa o Boeing 787. Esse valor também é para pagar uma compensação pelo tempo que esses aviões ficarão fora de serviço.

O problema foi descoberto em 2016, através de um 787 da ANA. Na época a companhia declarou que o motor Trent 1000 estava com um problema de desgaste acentuado nas lâminas da turbina. Esse problema levou ao cancelamento de até 300 voos para a companhia efetuar os reparos antes do prazo.

As companhias aérea British Airways, Air New Zealand, Norwegian Air e Virgin Atlantic também informaram o mesmo problema à Rolls-Royce. No mesmo ano, em 2016, a EASA exigiu uma investigação dos motores, que no final revelou fissuras nas lâminas de metal, e em 2017 a FAA seguiu a mesma linha, exigindo uma investigação desses motores.

De acordo com a Rolls-Royce, esse valor pago será para realizar um suporte urgente aos clientes, incluindo a intervenção do problema o quanto antes, para evitar incidentes. Ao mesmo tempo a fabricante do motor precisa pagar uma indenização para a companhia aérea, como forma de compensar o tempo sem a aeronave.

Foto – Reuters/Toru Hanai

Os motores Trent 1000 serão retirados gradualmente, e reparados pela Rolls-Royce. O prazo para a correção vai até 2022. No total mais de 200 aviões Boeing 787 estão em monitoramento, basicamente quase um terço do total fabricado até hoje. Provavelmente cerca de 500 motores serão substituídos em cinco anos.

A Rolls-Royce também oferecerá a versão Trent 1000 TEN a partir de 2020, com melhorias nas lâminas da turbina, com maior durabilidade, além de outras melhorias para uma melhor economia de combustível.

A fabricante disse que o impacto no caixa para cobrir os problemas com os motores Trent 1000 e Trent 900 foi de US$ 236 milhões no ano passado, e chegará ao pico de US$ 472 milhões no próximo ano.