Royal Air Maroc está vendendo 20 aeronaves da sua frota

A crise global do Covid-19 que atinge principalmente o setor de aviação, está fazendo com que muitas empresas façam planos de restruturação de suas malhas, frotas e principalmente da parte financeira.

A companhia aérea de bandeira do Marrocos, a Royal Air Maroc, está colocando a venda algumas de suas aeronaves. A razão além de reduzir os custos diários da empresa, é também gerar um novo fluxo de caixa para ajudar a empresa a passar por essa crise.

A empresa está sem voar regularmente desde março, desde então tem operados voos especiais de repatriação e transporte de cargas. Desde que o Marrocos declarou estado de emergência em 20 de março, a Royal Air Maroc tem perdido US$ 109 milhões por mês.

A ministra do Turismo do Marrocos, Nadia Fettah El Alaoui, indicou em uma reunião da Câmara dos Deputados no dia 8 de junho que a Royal Air Maroc estava desenvolvendo um plano de recuperação que incluía grandes perdas de empregos e a venda de aeronaves.

A estratégia da companhia aérea norte-africana tornou-se oficial após uma reunião em 2 de julho entre administradores da Royal Air Maroc e a Federação Nacional de Transporte Aéreo (FNTA).

O CEO da Royal Air Maroc Abdelhamid Addou afirmou que o plano de demissão levaria 858 funcionários a serem cortados. Isso representa cerca de 30% da força de trabalho da companhia aérea. Os termos e condições da demissão ainda não foram finalizados, mas incluem redundância voluntária para trabalhadores com mais de 57 anos de idade e 15 ou mais anos de serviço.

De acordo com o site de notícias local,  possui cerca de 180 pilotos, um terço de toda a tripulação de cabine e aproximadamente 13% do pessoal de terra no plano de cortes de pessoal.


Com relação à venda de aeronaves, a empresa planeja realizar a venda de quatro aviões Embraer ERJ-190, quatro dos nove Boeing 787 Dreamliner e 12 dos 37 Boeing 737 NG. A Royal Air Maroc opera uma frota de 60 aeronaves que incluem dois Boeings 767, seis ATR-72 e dois Boeing 737 MAX.

 

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