Kh-47 Kinzhal míssil hipersônico Rússia
MiG-31K com o míssil aerobalístico hipersônico Kh-47M2 Kinzhal. Foto: Arquivo TASS

O Ministério da Defesa da Rússia afirmou ter empregado o míssil hipersônico Kh-47M2 Kinzhal durante um ataque na Ucrânia. Até o momento, autoridades ucranianas não comentaram sobre o ataque reclamado pela Rússia. 

Conforme o comunicado da pasta,  o alvo atacado na sexta-feira (18) foi um “grande armazém subterrâneo de mísseis e munição de aviação das tropas ucranianas na vila de Delyatyn”, nos arredores da cidade de Ivano-Frankovsk, oeste do país. 

Caso a ação seja realmente confirmada, o evento também marcará o primeiro emprego de combate de um armamento hipersônico. Dias antes da invasão russa em 24/02, um MiG-31K Foxhound foi visto pousando no exclave russo de Kaliningrado, carregando o Kinzhal (adaga). A Rússia também realizou exercícios com o míssil cinco dias antes do início da guerra. 

https://twitter.com/AFP/status/1505109320366583812

 

Segundo o portal Bloomberg a Ucrânia não relatou nenhum ataque à instalação militar e não comentou as alegações da Rússia. Também não há menção de explosões nas mídias sociais, embora atingir um armazenamento de munição deveria causar uma grande explosão.

A Rússia já tem um esquadrão completo de caças MiG-31K com a capacidade de empregar o armamento. O Kh-47M2 Kinzhal é o único míssil hipersônico lançado a partir de aeronaves em serviço no mundo todo. O armamento pode ser armado com uma ogiva nuclear ou convencional e pode atingir Mach 10, ou seja, 10 vezes a velocidade do som. 

É justamente a altíssima velocidade do Kinzhal (Adaga em russo) que o torna mais letal que outros mísseis. Voando baixo, extremamente rápido e capaz de manobrar durante todo o voo, o míssil se torna muito mais difícil de ser detectado e interceptado pelas defesas aéreas atuais, que tem pouco tempo para reagir. 

MiG-31K decolando de Khmeimim, Síria, com um míssil Kh-47M2 Kinzhal. Foto: MD Russo.

O alegado emprego do míssil hipersônico na Ucrânia pode ser uma resposta de Moscou à interceptação de mísseis de cruzeiro pelas defesas aéreas ucranianas. Mísseis como o Kh-55 voam baixo e mais devagar, facilitando o abate.

No caso do Kh-47, sua própria velocidade o torna “imune” aos atuais sistemas de defesa aérea, até mesmo as mais avançadas em operação no Ocidente como o Patriot norte-americano. 

Atualmente, Rússia e China são os únicos países que possuem mísseis hipersônicos em serviço militar.