MUSAL/Divulgação.

Dando continuidade à série de serviços, modernizações e melhorias em suas instalações, aproveitando a paralização das suas atividades de visitações, por conta da pandemia de COVID-19 (Sars-Cov-2), o Museu Aeroespacial (MUSAL) finalizou a criação e montagem de mais uma sala expositiva, visando atender melhor seus visitantes.

A Sala “FAB na Guerra” é uma exposição permanente, inaugurada nos primeiros anos de funcionamento do MUSAL, que foi inicialmente formada com acervo do 1º Grupo de Aviação de Caça, que, na época, dava nome àquela exposição.

Estando em sua terceira versão, essa exposição foi originalmente concebida em uma perspectiva historiográfica, arquivística e museológica. Retratava quase que exclusivamente a participação do 1º Grupo de Aviação de Caça – 1º GAvCa na Segunda Guerra Mundial, bem como a transformação dos seus componentes em heróis nacionais.

MUSAL/Divulgação.

Mais de 20 anos se passaram até que, em 2010, a sala passou por sua primeira reforma e reestruturação, porém pouco foi acrescentado e/ou alterado. O foco permaneceu nos caçadores, como eram conhecidos os aviadores pertencentes ao Grupo de Caça. Todavia a participação da Forca Aérea na II Grande Guerra foi muito além das missões realizadas por esses importantes tripulantes.

Outras aviações, representadas por diferentes esquadrões, também tiveram destacadas atuações durante aquele período de beligerância, como foi o caso da Aviação de Patrulha, responsável pelo “Batismo de Fogo” da FAB ao afundar o submarino italiano Barbarigo, que havia torpedeado o navio mercante brasileiro Comandante Lira próximo ao Atol das Rocas, na costa brasileira.

Antigo espaço. MUSAL/Divulgação

Outra participação muito expressiva foi da Primeira Esquadrilha de Ligação e Observação – 1ª ELO, que era responsável pelo reconhecimento prévio dos terrenos, onde se encontravam os alvos das missões da aviação de caça. Nesse contexto, viu-se a necessidade de melhor retratar a participação da Aeronáutica no teatro de operações de guerra no Museu Aeroespacial.

Antigo espaço. MUSAL/Divulgação

Assim, em 2018, tiveram início os trabalhos de pesquisa histórica e verificação do acervo existente em reserva técnica, culminando na necessidade de contextualizar o visitante desde os antecedentes do período bélico. Este trabalho resultou na terceira configuração dessa exposição.

Atualmente, a sala “FAB na Guerra” foi completamente repensada e repaginada, ocupando um local próprio no final do hangar de número 1, tendo sido construído e preparado especialmente para esse propósito.

Dispondo de um espaço mais amplo e utilizando-se de uma museografia moderna, foi possível proporcionar um circuito mais intuitivo e mais fluido para circulação dos visitantes, que podem perceber a maior abrangência da atuação brasileira durante a guerra, permitindo-lhes apreciar um maior número de itens históricos, enaltecendo, por exemplo, o treinamento conhecido como USBATU (United States Brazilian Air Training Unit), o qual foi ministrado por militares norte-americanos, preparando a Força Aérea Brasileira para melhor assumir o patrulhamento de alguns setores do litoral e proporcionar a cobertura aérea de comboios navais.

MUSAL/Divulgação.

Outro grande destaque da nova exposição é a área anexa à sala e que foi destinada a exemplares de duas aeronaves utilizadas pelos heróis brasileiros durante o cenário de guerra. Trata-se de um Piper L-4H Grasshopper utilizado pela 1ª ELO e o lendário Republic P-47D Thunderbolt operado pelo 1º GAvCa.

Para a Tenente Coronel R/1 Vilma Sousa dos Santos, Chefe do Patrimônio Cultural do Museu Aeroespacial, uma das museólogas responsáveis pela idealização da exposição alvo desta matéria: “a sala FAB na Guerra” é fruto do conhecimento e capacidade dos servidores do MUSAL e representa um grande ganho na divulgação e disseminação da Força Aérea Brasileira e da Aeronáutica Brasileira como um todo”.

Via MUSAL

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