TAP Embraer

O Sindicato dos Pilotos da Aviação Civil (SPAC), de Portugal, fez duras críticas à TAP por utilizar aviões Embraer E-Jet em seus voos regionais. Os líderes sindicais consideram como uma estratégia errada, trocar aviões grandes por pequenos, em um terminal com várias limitações de movimentação.

“Esta opção por aviões Embraer, consiste na utilização de aviões mais pequenos, obrigando a mais voos para transportar o mesmo número de passageiros. Num aeroporto saturado, onde ainda por cima a TAP foi forçada a ceder 18 ‘slots’ esta é uma opção claramente errada, que obriga a reduzir o número de lugares disponíveis e coloca em causa o Plano de Recuperação e o próprio futuro da empresa”, disse o SPAC, em sua crítica à presença de aviões da Embraer e ATR na frota da Portugália, subsidiária da TAP para voos regionais.

De acordo com o SPAC, a TAP deveria aumentar a quantidade de aviões da Airbus a operar no Aeroporto Humberto Delgado, para aproveitar os slots disponíveis com uma maior quantidade de assentos ofertados.

“Todas as companhias aéreas a operar na Europa escolhem aviões maiores e mais eficientes (Airbus ou Boeing), a TAP é a única que opta por reduzir a frota de Airbus e aumentar a frota de Embraer, recorrendo a aviões antigos, os poucos que estão disponíveis para o Verão”, disse o SPAC, sem relembrar que várias aéreas europeias utilizam aviões menores como o Embraer E-Jet e o Airbus A220, além do CRJ.

“Inicialmente foi alegado pela TAP que esta alteração na frota se justificava pelo número reduzido de passageiros causado pela pandemia, mas que no entanto, a própria administração da TAP admite que o nível operacional de 2019 está prestes a ser atingido, sendo por este motivo inconcebível manter uma estratégia operacional inadequada, preterindo aviões maiores e mais recentes face a aviões menores e mais antigos”, disse o SPAC.

“Os pilotos, tal como todos os contribuintes portugueses, gostariam de entender o motivo para esta incongruência entre as declarações do senhor ministro e a atuação da Administração da TAP, lembrando que estas e outras opções erradas de gestão (como é outro exemplo o caso dos aviões cargueiros parados por falta de homologação, que foi noticiado recentemente) lesam os cofres da TAP e do país em largos milhões de euros”, criticou o sindicato.

Recentemente os aviões menores também foram criticados pelo ministro das Infraestruturas e da Habitação de Portugal, Pedro Nuno Santos, afirmando que o Aeroporto Humberto Delgado está saturado e “em breve não aceitará mais aviões operando no local”.