Bombardeiro B-1B. Foto - U.S. Air Force by Staff Sgt. Clayton Cupit

A atual situação do estado dos bombardeiros supersônicos B-1 Lancer da USAF está precária, tanto que legisladores do subcomitê de forças de projeção e forças armadas da Câmara, querem que uma medida para resolver o problema seja tomada.

O Bombardeiro estratégico com capacidade voo supersônico e com asa de geometria variável entrou em serviço na USAF, em 1986, na época foi um marco para a USAF ter uma aeronave com tais capacidades que de certa forma fazia frente aos TU-160 russos.

Contudo, o tempo passou e o B-1 Lancer pareceu que foi esquecido pelos próprios militares norte-americanos. Um dos principais problemas está ligado à manutenção das aeronaves, bem como o treinamento da tripulação, inclusive alguns militares estão indo voar os demais bombardeiros da USAF.

Bombardeiros supersônicos B-1B e caças furtivos F-35B da força aérea dos Estados Unidos acompanhados caças F-15J do Japão. Foto – Ministério de Defesa do Japão

“A fim de preservar a prontidão de nossas tripulações, estamos planejando a transição de alguns membros para outras aeronaves e atribuições até que a capacidade do B-1B seja restaurada”, disse o porta-voz da Global Strike, Cap. Earon Brown.

A capacidade de dessa dos EUA ligada aos bombardeiros, “pode ​​estar em risco aumentado pelo envelhecimento dos problemas estruturais com o B-1”, segundo a revisão do painel do HR 2500, a versão do projeto de lei de defesa do orçamento para 2020.

Segundo o Comitê desde 2017 vem caindo o número de aeronaves B-1 Lancer com condições de voo. Em 2017 dos 62 bombardeiros B-1, só 33 Lancers estavam em condições de operações, e este número foi caindo desde então.

Bombardeiros B-1B Lancer e B-52H Stratofortress na base aérea de Guam. Foto: autor desconhecido

A USAF ainda confia no emprego dos bombardeiros, prova disso é o clássico B-52 que a USAF pretende usar até 2030. Os bombardeiros passarão por uma completa revisão e atualização dos sistemas.

Porém nem tudo parece estar perdido, já existem planos para que se resolva a questão deste bombardeiros que não são baratos e ainda pode oferecer uma considerável vantagem em um cenário de combate, uma modernização dos sistemas poderia ser uma delas, ou então reparos específicos nas aeronaves, bem como uma atenção ao treinamento para pilotos e mantenedores, e um cronograma de recuperação para atender aos futuros requisitos de implantação do B-1.