Boeing F/A-18 Super Hornet RCAF
Projeção do F/A-18 Super Hornet com as cores da Força Aérea Real Canadense. Imagem: Boeing.

O Governo do Canadá disse à Boeing que a oferta de caças F/A-18 Super Hornet não atende seus requisitos. Dessa forma, a companhia está fora da competição para substituir os antigos CF-188 Hornet. 

Segundo Lee Berthiaume do Times Colonist, três fontes anônimas da indústria e do Governo Canadense afirmaram que companhia recebeu o comunicado na quarta feira (24). Em contraste, a Saab e a Lockheed Martin foram informadas de que atendiam às exigências. 

Através do Future Fighter Capability Project (FFCP), o Canadá busca um modelo como substituto de seus já cansados F/A-18 Hornets legado, designados CF-188 pela Força Aérea Real Canadense (RCAF).

CF-188 A310 REVO RCAF
Caças CF-188A Hornet reabastecendo com um CC-150 Polaris (Airbus A310 MRTT). Foto: Vic Lefrancois – RCAF.

Com a possível saída da Boeing e o F/A-18 Super Hornet, restam o F-35A da Lockheed e o JAS-39E Gripen da Saab na competição. Ottawa quer adquirir um total de 88 caças por US$ 19 bilhões. 

Segundo o portal, o Departamento de Defesa Nacional e Serviços Públicos e Compras do Canadá, que administra a competição, não respondeu aos pedidos de comentários nesta quinta-feira (25). Um porta-voz da Boeing disse que a empresa reservaria comentários até a notificação oficial do governo.

Saab gripen e Canada
Gripen para o Canadá.

Esta é a mais recente reviravolta no programa canadense de aquisição de caças. Muitos observadores viram o Super Hornet e o F-35 como a única disputa realista por causa do relacionamento próximo do Canadá com os Estados Unidos. Isto inclui o uso de jatos de combate em conjunto para defender o espaço aéreo norte-americano. 

Essas percepções foram ampliadas depois que outras duas empresas europeias saíram da competição antes mesmo de ela começar, reclamando que as exigências do governo haviam empilhado as cartas em favor de suas rivais americanas.

F-35 Lightning II Canadá
Mock up do F-35 com cores da RCAF.

“Houve muita especulação sobre se um caça não-americano poderia realmente ser um competidor real, dados os requisitos do Canadá para interoperabilidade com os Estados Unidos”, disse o analista de defesa David Perry, do Canadian Global Affairs Institute. “Se eles ainda estão na disputa, a Saab obviamente atingiu essa marca.”

E embora tenha reconhecido que foi uma surpresa ver a Boeing sair, Perry sugeriu que o resultado pode reforçar as afirmações do governo de que está conduzindo uma competição justa e imparcial.

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