Airbus A340 Swiss

A Swiss anunciou ontem(06) o seu novo plano de reestruturação, visando se adequar ao atual cenário. Como parte também do Grupo Lufthansa, a companhia tende a seguir a tendência de retirar aeronaves mais antigas e com o custo mais elevado de operação.

Com isso, a Swiss deve retirar todos os seus Airbus A340 definitivamente, atualmente a empresa conta com cinco aeronaves na frota mas apenas três delas estão ativas. O CEO da Swiss Dieter Vranckx, acredita que a demanda não deverá aumentar nos próximos anos e por isso um plano de reestruturação para a companhia aérea é necessário.

A companhia aérea planeja quitar todos os seus empréstimos para o que o dinheiro economizado com dívidas se torne investimentos para ampliação da Swiss. A empresa visa economizar pelo menos US$ 550 milhões com o plano de reestruturação.

“Está cada vez mais claro que nosso mercado está passando por mudanças estruturais e que, apesar das ações que rapidamente tomamos em resposta, uma reestruturação de nossa empresa agora, infelizmente, parece inevitável.” Disse Dieter Vranckx.

A frota da Swiss será a parte mais afetada, dentro do planejamento há uma redução de aproximadamente 15% no número de aeronaves. A companhia aérea deverá retirar alguns Airbus A320 mais antigos, podendo reduzir a capacidade para viagens curtas e médias para até 59 aviões. 

Na parte de voos longos e internacionais, o Airbus A340-300 deverá ser o escolhido, visto que o Grupo Lufthansa já iniciou o mesmo processo. Além dessas empresas do grupo, a retirada de aeronaves quadrirreatores se tornou uma tendência por diversas companhias aéreas no mundo todo.

Com a introdução de novos aviões com dois motores, com capacidades semelhantes e mais econômicos aos aviões com quatro motores, é esperado que cada vez mais sejam substituídos. 

Consequentemente com a redução de frota, também deverá acontecer cortes no quadro de funcionários. Com menos aviões voando, o número de tripulantes deverá reduzir significativamente. O número de funcionários cortados deverá chegar a 1.000, incluindo os 400 comissários de bordo e 120 pilotos. 

A Swiss também deverá anunciar cortes no setor administrativo e também em equipes que atuam nos Aeroportos. Está incluso também, alguns funcionários do setor de manutenção de aeronaves da empresa, se confirmados, a Swiss deverá ter um quadro 20% menor do que em 2019.

“Lamento imensamente que, depois de tantos anos de sucesso com uma equipe tão grande, agora tenhamos que considerar um passo tão doloroso. Infelizmente, a situação continua desafiadora ao extremo e continua exigindo uma rigorosa disciplina de custos e eficiência. Estamos convencidos, porém, de que, com a reestruturação que vislumbramos, sairíamos desta crise ainda mais fortes e mais capazes de retornar a SWISS ao sucesso sustentável no ‘Novo Normal’.” Afirma o CEO.