Caças Typhoon da RAF voam com um F-35B do USMC.

A Espanha tem duas aeronaves de caça como opções para substituir sua frota de F/A-18 Hornet. Apesar de ainda não ter lançado uma competição, a disputa informal entre o Eurofighter Typhoon e o F-35 vai apenas aquecendo. 

De acordo com o Defense News, o Ejercito del Aire (Força Aérea Espanhola) está conduzindo dois esforços para substituir sua frota de Hornets. O primeiro, e mais imediato, envolve os 20 caças mais antigos, baseados nas Ilhas Canárias. 

EF-18 espanha
EF-18M Hornet espanhol com mísseis AIM-9 Sidewinder e AIM-120 AMRAAM.

Nenhum contrato foi assinado até o momento, mas a Força Aérea espera substituir as aeronaves em uma escala 1:1 com caças Eurofighter Typhoon, afirmou o Coronel Jesus Ferrer, Chefe de Coordenação de Sistemas de Asa Fixa do Escritório de Aquisições Militares da Espanha. No total, o país possui 84 caças EF-18M/BM.

O segundo programa visa a aposentadoria e substituição dos caças restantes, operando a partir das bases aéreas de Zaragoza e Torrejón. Além dos Typhoons, o F-35 Lightning II de Quinta Geração também é avaliado, disse o Coronel Ferrer ao portal na FEINDEF 2021 (Feira Internacional de Defensa Y Seguridad), em Madrid. “Estas são as duas opções”, afirmou. 

Stealth europeu

Nos últimos meses, surgiram relatos em torno das ambições europeias da Lockheed Martin para o programa Joint Strike Fighter. Ao todo, o caça já foi escolhido por oito países do Velho Continente, com a Suíça se tornando o mais novo cliente da aeronave stealth. 

O jato furtivo dos EUA também concorre no Programa HX finlandês, onde disputa contra o Saab Gripen, Dassault Rafale, Typhoon e Super Hornet. O site reforça que “as oportunidades no horizonte para a República Tcheca e a Grécia, bem como para a Espanha, estão apenas atiçando mais as chamas.”

F-35A da Força Aérea Real Norueguesa. Foto: Lockheed.

Mas ainda é cedo para o programa de caças de Madrid. A Força Aérea apresentou um relatório com seus requisitos operacionais para um novo caça no verão passado, disse um oficial na conferência. Agora, o Ministério da Defesa está avaliando os requisitos com a possível substituição de aeronaves.

Um fator que deverá pesar na decisão é se a Marinha Espanhola vai adquirir, ou não, os F-35B para substituir seus 13 TAV/EAV-8B+ Matador II. “Se eles adquirirem o F-35, uma opção para a Força Aérea Espanhola será comprar o F-35, mas estamos pesando todas as opções”, disse Ferrer.

De qualquer forma, os F-18 mais novos devem permanecer em serviço até pelo menos 2030. O escritório de compras da Espanha está apenas começando os estudos de viabilidade da aeronave, disse Ferrer.

Mesmo com a presença cada vez maior do F-35 na Europa, os Typhoons ainda estão no jogo. A Espanha é uma parceira do desenvolvimento do caça e hoje opera 68 aeronaves. A Força Aérea espanhola está muito ligada ao mundo Eurofighter”, observou o Coronel. Um contrato para as 20 aeronaves com base nas Ilhas Canárias pode chegar no próximo ano, enquanto se aguarda a aprovação de fundos do governo, disse Ferrer.

Eurofigter Typhoon C.16 da Força Aérea Espanhola. Foto: Aldo Bidini via Wikimedia.

A Força Aérea precisa acelerar o processo de modernização de suas frotas, disse o chefe do Estado-Maior da Força Aérea em um painel nesta quinta-feira (04) na conferência FEINDEF.

O Ejercito del Aire adquiriu recentemente aeronaves que durarão décadas, incluindo o avião de transporte militar Airbus A400M, helicópteros NH90 e caças Typhoon, observou o General Javier Salto Martínez-Avial.

Mas outras plataformas, como os jatos de treinamento SF-5M e os F-18 mais antigos, deveriam ter sido renovadas anos atrás, acrescentou. Para poder progredir… isso precisa ser feito. Temos que renovar nosso material… para substituir o que temos nas Ilhas Canárias.”

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