Foto: Alex Farwell - Viking Aero Images.

A Força Aérea Americana (USAF) está realizando pesquisas para dar capacidades de “guerra eletrônica cognitiva” aos seus caças F-15. 

Especificamente, a USAF está buscando sistemas de inteligência artificial e algoritmos de aprendizagem de máquina (machine learning) “para avançar as capacidades dos sistemas de guerra eletrônica aerotransportados em desenvolvimento e produção” para o F-15, diz uma nota postada no dia 11 de março, afirma a Flightglobal

Atualmente o sistema de guerra eletrônica mais avançado para o F-15 é o Eagle Passive/Active Warning and Survivability System (EPAWSS), desenvolvido pela BAe Systems e em testes em alguns F-15E Strike Eagle. O novíssimo F-15EX já será entregue com o sistema integrado. 

Atualmente, aeronaves de combate contam com um banco de dados de emissões eletrônicas conhecidas de adversários para identificar e, então, contra-atacar.

Um F-15E com o sistema EPAWSS em REVO com um KC-46 durante o exercício Large Force Test Event. Foto: USAF.

Por exemplo, o sistema identifica a frequência de radar de uma bateria de míssil superfície-ar e, em seguida, usa táticas de guerra eletrônica já desenvolvidas para bloqueá-la ou interferir nela.

Entretanto, à medida que os adversários desenvolvem novos sistemas, mais sofisticados, novos sinais são usados para rastrear e engajar as aeronaves, sinais estes que não estão nos bancos de dados. 

A coleta de informações e dados sobre esses sinais e o desenvolvimento de táticas para defesa e contra-ataque demanda tempo, deixando a aeronave vulnerável.

A guerra eletrônica cognitiva visa usar inteligência artificial e aprendizado de máquina para identificar novos sinais de forma rápida e automática. No futuro, o computador de bordo de uma aeronave pode até ser capaz de rapidamente apresentar uma contramedida.

Não é detalhado até que ponto a USAF deseja automatizar a coleta de inteligência eletrônica e contra-medidas. No entanto, a Força Aérea diz que quer “algoritmos e tecnologias que forneçam a capacidade para sistemas [de guerra eletrônica] de responder de forma mais rápida e inteligente às ambiguidades do emissor, ameaças emergentes, em ambientes de sinais esparsos e densos”.

A USAF quer melhorar as capacidades de guerra eletrônica do F-15 por meio de um processo incremental, “injetando técnicas cognitivas em novos e emergentes” sistemas de guerra eletrônica.

“O suporte eletrônico cognitivo e as tecnologias de ataque eletrônico investigarão e resolverão os desafios de emissores complexos adaptativos, ágeis, ambíguos e fora da biblioteca que coexistem com os desafios de sinal de fundo (sinais que não são o principal sinal de interesse)”, diz a nota da USAF. 

“O governo também está interessado em tecnologias cognitivas que fornecem capacidade de reprogramação rápida [guerra eletrônica] ou alavancam a interação e o acúmulo de conhecimento para melhorar o desempenho do sistema.”