A propulsão elétrica de aeronaves já está virando uma realidade, principalmente para os aviões de pequeno porte, que transportam poucas pessoas.

E nesta quinta-feira a Magnix realizou o primeiro voo de um Cessna Caravan com propulsão totalmente elétrica, o maior avião com esse tipo de motor.

Todo esse voo de teste foi realizado com um Cessna 208B Grand Caravan, decolando de Moses Lake, nos Estados Unidos. Todo o procedimento durou cerca de 30 minutos, quando a aeronave retornou ao mesmo aeroporto que partiu.

O piloto de teste descreveu o voo inaugural como “impecável”, diz o executivo-chefe da Magnix, Roei Ganzarski, que chamou o voo de “um momento realmente significativo para a aviação”.

A aeronave é equipada com um motor Magnix Magni500, gerando 750 hp de potência. Geralmente o Grand Caravan é equipado com um motor PT6A da Pratt & Whitney Canada, gerando 867 hp.

O Magni500 no Grand Caravan recebe energia de um sistema de bateria de íons de lítio de 750V pesando aproximadamente uma tonelada, mas a Magnix está estudando outras tecnologias, incluindo baterias de lítio-enxofre e células a combustível de hidrogênio.

O Grand Caravan, equipado com o motor Magni500, pode transportar até 5 passageiros em voos de até 160 quilômetros, levando em consideração a necessidade de energia de reserva, disse Ganzarski.

A autonomia ainda é pequena, comparado ao Grand Caravan movido por um motor turboélice, porém a empresa confia na evolução das baterias para criar uma aeronave com motorização capaz de concorrer com os aviões de série.

A Magnix e a AeroTEC estão trabalhando para certificar essa aeronave até o final de 2021. Ganzarski prevê que a tecnologia de baterias tenha avançado para onde o Grand Caravan poderá operar voos de 160 quilômetros com nove passageiros.

No futuro, a perspectiva é que este Caravan seja capaz, com baterias do futuro, de operar voos com 9 passageiros por até 800 km.

Para a empresa o grande atrativo é o custo operacional baixíssimo de uma aeronave elétrica. O Magni500 consumiu cerca de US$ 6 em eletricidade durante o voo de teste de 30 minutos.

A parte boa que é a rapidez na carga, de acordo com o executivo-chefe da Magnix, é possível obter uma autonomia de 30 minutos de voo com um carregamento em solo da bateria de 30 a 40 minutos.

 

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