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A companhia aérea européia de baixo custo, easyJet, apresentou seu novo sistema de taxiamento acoplado ao trem de pouso da aeronave. O modelo proposto é baseado em uma célula de hidrogênio, um sistema de regeneração de energia nos freios e um tanque de água. O sistema de recuperação cinética é bem parecido com o utilizado atualmente na Fórmula 1 , porém com um tanque de hidrogênio armazenando a energia excedente.

De acordo com a companhia o sistema seria capaz de realizar o taxiamento da aeronave, quando em solo, sem o auxílio dos motores, esses poderiam ser desligados logo após o ingresso na taxiway, e conduzirá a aeronave até o seu gate. Segundo a companhia esse sistema economizaria cerca de 35 milhões de dólares em um ano somente por permitir o corte dos motores durante o taxiamento, a easyJet estima que 4% de sua receita anual é gasta somente em solo, com o tempo que os motores funcionam antes da decolagem e depois do pouso.

O projeto está sendo estudado pela Universidade de Cranfield, no Reino Unido, e já foi testado com sucesso em um Airbus A320 da easyJet, porém o sistema precisa passar por uma extensa avaliação da Airbus e EASA antes de ser autorizado à equipar as aeronaves da easyJet. A previsão é lançar esse tipo de avião híbrido já na próxima década.

Atualmente a easyJet tem uma frota com 221 aeronaves, disposta entre Airbus A319 e A320. Em breve a companhia aérea receberá o A320neo, a mais nova geração da família A320, que proporcionará até 20% de custo menor para cada assento vendido, ao total são 130 encomendas fixas com 100 opções de compra. Tudo isso se deve a batalha entre Ryanair e easyJet para oferecer o menor preço ao passageiro.

Veja o vídeo sobre o projeto da easyJet:

 

Ps: Em 2013 a Airbus apresentou um sistema parecido, porém utilizando a APU para acionar motores elétricos no trem de pouso, o projeto pode ser conferido clicando aqui.

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