A Aerion, que já conhecemos pelo projeto do jato executivo supersônico AS2, disse que está avançando cada vez mais no desenvolvimento da sua nova aeronave.

O foco é conseguir que essa aeronave faça um voo supersônico em outubro de 2023, entre Nova York e Londres, com forma de marcar o 20º aniversário de aposentadoria do Concorde, o último jato supersônico de passageiros operado por uma companhia aérea.

Esse é um prazo bem apertado, já que a Aerion espera apresentar o projeto, em conjunto com a Lockheed Martin, ainda em 2018, sendo que uma revisão geral será realizada em 2019 e o primeiro voo da aeronave só em meados de 2023.

De acordo com a Aerion, a Lockheed será uma grande responsável por oferecer o knowhow possível para que esse prazo seja cumprido, sendo uma marca para o projeto.

O prazo também é apertado para a certificação do AS2, em três anos a empresa espera fazer todo o programa de testes, e assim ganhar a certificação em 2025.

Perspectiva do interior.

A empresa não revela os clientes que optaram por encomendar esse caríssimo jato executivo supersônico (Mach 1.4) com capacidade para 12 passageiros, mas diz que 12 aeronaves serão montadas em 2026, 23 em 2027 e 36 em 2028, depois disso a produção se estabilizará em 36 aviões por ano, a não ser que tenha um aumento da demanda.

A empresa já definiu vários pontos chaves do projeto. Os três motores serão derivados de uma variante do CFM 56, com base no núcleo do mesmo, cada motor terá 18 mil lbs de empuxo. O foco da empresa é que a GE consiga entregar algo confiável e com baixo consumo para a aeronave.

O motor será diferente do CFM 56, visto que a aeronave exige um fan frontal de menor diâmetro, e mais estágios na turbina para o voo supersônico. A exigência de muita potência na parte quente do motor é inerente ao projeto dos supersônicos, de acordo com a empresa.

Portanto, no AS2 não veremos o novo motor de ciclo adaptativo da GE, que ainda está sendo desenvolvido, e as inovações supersônicas do programa QueSST, da NASA, no qual a Lockheed foi selecionada para desenvolver as tecnologias de baixo ruído e alta eficiência aerodinâmica.